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Evo Morales deverá regressar à Bolívia quase um ano depois de ter saído

O ex-Presidente boliviano, Evo Morales, anunciou que possivelmente regressará à Bolívia em 9 de novembro", um dia depois da tomada de posse do Presidente eleito, Luis Arce, e dois dias antes de completar um ano desde que partiu do país.

Evo Morales deverá regressar à Bolívia quase um ano depois de ter saído

"Estamos a debater (o regresso). Possivelmente, o regresso seja no dia 9[de novembro]", revelou Evo Morales, indicando que a rota da viagem será por terra, cruzando a fronteira da cidade mais ao Norte da Argentina, La Quiaca, à localidade boliviana de Villazón.

As declarações de Evo Morales foram proferidas num programa partidário da ala kirchnerista Frente de Todos, que, nesta terça-feira, onde se assinalou a morte do ex-Presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007), de quem Morales era aliado.

O regresso à Bolívia aconteceria um dia depois da tomada de posse de Luis Arce, candidato vitorioso de Evo Morales nas passadas eleições de 18 de novembro. Seria também um dia antes de completar um ano (10 de novembro de 2019) em que Evo Morales renunciou após 14 anos de Governo, pressionado por uma convulsão social motivada por denúncias de fraude eleitoral, quando tentava um quarto mandato consecutivo, mesmo quando um plebiscito lhe havia negado essa possibilidade.

No dia seguinte, 11 de novembro, Evo Morales partiu primeiro para o México e, um mês depois, à Argentina, onde se refugiou e de onde coordenou a campanha do seu candidato.

"Programaremos (o regresso) e comunicaremos", disse Morales, quem, desde a vitória do seu candidato, tem anunciado que voltará à Bolívia "cedo ou tarde".

"O povo boliviano não abandonou a revolução democrática popular, mas também não me abandonou", apontou Morales numa indicação de que a vitória do seu candidato foi um voto nele.

Evo Morales revelou ainda que o Presidente argentino, Alberto Fernández, propôs levá-lo de avião quando viajar para participar da cerimónia de posse de Luis Arce em La Paz no próximo dia 08 de novembro.

"Agradeço a solidariedade do irmão presidente Alberto Fernández que, no jantar que tivemos da terça-feira [20 de outubro] à noite, propôs levar-me até a Bolívia", contou.

Na Bolívia, o senador eleito Andrónico Rodríguez, que muitos apontam como futuro herdeiro de Morales, acrescentou que, no dia 11 de novembro, Evo Morales já estará em Cochabamba, o seu reduto eleitoral e local de onde saiu para o México.

"Morales chegará no dia 11 a Cochabamba no dia em que saiu. Nesse mesmo dia, ele chegará e pelo mesmo lugar por onde saiu. Será um dia histórico para nós. Concentrar-nos-emos em Cochabamba para receber o nosso líder histórico", informou Andrónico Rodríguez, descrevendo que se pretende como um épico regresso.

Na semana passada, Morales disse que regressar à Bolívia era uma "questão de tempo" e associou a sua volta ao fim dos processos judiciais que o ameaçam de prisão.

Na segunda-feira, a Justiça Penal boliviana de primeira instância decidiu anular a ordem de detenção e o processo contra Evo Morales nos casos de sedição e terrorismo.

Para o ex-Presidente, os processos por fraude eleitoral, sedição, genocídio, terrorismo, financiamento e incitação pública a delinquir e até estupro são parte de uma "guerra suja" do atual governo de Jeanine Áñez.

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