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Candidato na Costa do Marfim defende que boicote "não é a solução"

O candidato à Presidência da Costa do Marfim, Kouadio Konan Bertin, conhecido por KKB, apelou hoje ao voto nas eleições marcadas para sábado, considerando que o boicote "não é a solução".

Candidato na Costa do Marfim defende que boicote "não é a solução"

"Desertar as urnas de voto não é a solução, sempre o disse e repito. Só peço uma coisa aos costa-marfinenses: que possam ir votar" no sábado, disse o antigo deputado, 51 anos, citado pela agência France-Presse (AFP).

Antigo membro do Partido Democrata da Costa do Marfim (PDCI, em francês), foi temporariamente excluído da formação política do ex-presidente Henri Konan Bédié, de 86 anos.

"Vocês querem acabar com o Governo de Alassane Ouattara, e o vosso direito é bastante legítimo, mas sugiro que o façam nas urnas, em 31 de outubro, em vez de criar barricadas", disse o candidato.

KBB já se tinha candidatado às eleições presidenciais de 2015 contra o conselho do seu partido, que então optou por não apresentar um candidato, apoiando a reeleição do chefe de Estado, Alassane Ouattara. Na ocasião, KKB recolheu 3,88% dos votos.

No poder desde 2010, o Presidente Alassane Ouattara concorre a um terceiro mandato, considerado "inconstitucional" pela oposição, que apelou a um "boicote ativo" à votação.

Representantes da oposição costa-marfinense na Europa apelaram hoje, em Bruxelas, a ações de protesto em frente às embaixadas deste país da África Ocidental em apoio ao boicote às eleições presidenciais de sábado.

Um representante do antigo presidente Laurent Gbagbo, Boga Sako Gervais, adiantou que todos os partidos da oposição apoiaram o apelo à desobediência.

"Está em jogo o futuro da nossa nação", disse.

"A 31 de outubro, não haverá eleições na Costa do Marfim, os marfinenses assumirão as suas responsabilidades", garantiu também Zoumana Touré, representante do partido do antigo líder rebelde e ex-primeiro-ministro, Guillaume Soro.

Eleito em 2010 e reeleito em 2015, Ouattara tinha anunciado em março que não se candidataria a um terceiro mandato, antes de mudar de ideias em agosto após a morte do seu "delfim" designado como candidato presidencial, o então primeiro-ministro Amadou Gon Coulibaly.

No país paira o receio de uma repetição de mortais episódios de violência, à semelhança do que aconteceu após as eleições presidenciais de 2010.

Estima-se que 3.000 pessoas tenham morrido devido à recusa do então Presidente, Laurent Gbagbo, em admitir a derrota face ao seu sucessor, Alassane Ouattara.

A Constituição da Costa do Marfim prevê um máximo de dois mandatos presidenciais, mas o Conselho Constitucional considerou que com a reforma adotada em 2016, a contagem de mandatos de Ouattara tinha sido recolocada a zero, dando cobertura a uma nova candidatura.

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