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Incêndios na Califórnia obrigam à retirada de mais de 60 mil pessoas

Um violento incêndio forçou hoje a retirada de 60.000 pessoas no sul da Califórnia, Estados Unidos, enquanto fortes ventos em todo o Estado fizeram com que a eletricidade fosse cortada para centenas de milhares de pessoas.

Incêndios na Califórnia obrigam à retirada de mais de 60 mil pessoas
Notícias ao Minuto

19:10 - 26/10/20 por Lusa

Mundo EUA

A intensidade do fogo aumentou e no espaço de algumas horas alastrou a 2.000 hectares a partir de Orange County, no sul de Los Angeles.

Fortes rajadas de vento empurraram as chamas ao longo de Silverado Canyon em direção às casas em Irvine, uma cidade com cerca de 280.000 habitantes.

A causa do incêndio ainda não é conhecida.

Mais de 300.000 consumidores de energia -- estimados em cerca de um milhão de pessoas -- residem na parte norte do Estado, enquanto as autoridades emitiam avisos sobre o que poderiam vir a ser os ventos mais fortes na Califórnia desde o início do ano.

Os bombeiros contiveram pequenos focos que eclodiram no domingo nos condados de Sonoma e Shasta, no norte da Califórnia, estando as causas ainda sobre investigação.

A norte de São Francisco, uma estação meteorológica no Monte Santa Helena registou uma rajada com a força de um furacão de 143 quilómetros por hora na noite de domingo e ventos sustentados de 122 quilómetros por hora, sendo que em algumas zonas de Sierra Nevada foram registadas rajadas acima de 160 quilómetros por hora.

Os "cortes de energia provavelmente evitaram incêndios perigosos na noite passada. É quase impossível imaginar que ventos dessa magnitude não teriam gerado grandes conflagrações nos anos anteriores", afirmou na rede social Twitter Daniel Swain, cientista climático na Universidade de Los Angeles (UCLA) e do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica.

Os cientistas disseram que as mudanças climáticas tornaram o Estado da Califórnia muito mais seco, o que significa que árvores e outras plantas são mais inflamáveis.

Outubro e novembro são tradicionalmente os piores meses para incêndios, mas já neste ano 8.600 incêndios florestais no Estado queimaram um recorde de 16.600 quilómetros quadrados e destruíram cerca de 9.200 casas, empresas e outros edifícios, provocando 31 mortes.

Quanto aos cortes de energia elétrica, foi a quinta vez este ano que a Pacific Gas & Electric procedeu a tais medidas.

No domingo, a empresa cortou a eletricidade a 225.000 clientes no norte da Califórnia e mais tarde fez o mesmo a outros 136.000 em 36 condados.

As condições podem igualar-se às dos incêndios devastadores na região vinícola da Califórnia em 2017 e do incêndio de Kincade, no ano passado, que devastou o condado de Sonoma, segundo o Serviço Meteorológico Nacional.

Muitos dos incêndios devastadores deste ano começaram devido a milhares de relâmpagos secos, mas alguns continuam sob investigação por possíveis causas elétricas. Embora os maiores incêndios na Califórnia tenham sido totalmente ou significativamente contidos, mais de 5.000 bombeiros continuam envolvidos no combate a 20 incêndios, disseram os bombeiros estaduais.

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