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Três guardas, um soldado e um civil mortos na Guiné-Conacri

Três guardas, um soldado e um civil morreram hoje nos arredores da capital da Guiné-Conacri durante os distúrbios que atingem o país desde a eleição presidencial de domingo, afirmou um funcionário governamental citado pela agência France-Presse (AFP).

Três guardas, um soldado e um civil mortos na Guiné-Conacri

As mortes terão acontecido depois de um ataque a um comboio que transportava fuelóleo, no distrito de Sonfonia, um dos focos de violência nos últimos dias.

De acordo com a AFP, os carris foram sabotados de forma a bloquear o comboio, que ficou cercado. Segundo a fonte citada pela agência noticiosa francesa, que falou sob anonimato, os incidentes consequentes resultaram na morte de três guardas, de um responsável militar e de um civil.

Desde segunda-feira que a Guiné tem sido palco de vários confrontos mortíferos entre jovens opositores e as forças de segurança.

Os apoiantes do candidato Cellou Dalein contestam a possibilidade de um terceiro mandato de Alpha Condé, depois da publicação dos resultados preliminares que dão uma larga vantagem ao atual chefe de Estado.

Os opositores acusam o Governo de estar envolvido numa fraude.

O executivo e os apoiantes de Condé asseguram que o processo eleitoral foi realizado de forma segura e responsabilizam Diallo pela instabilidade social na Guiné-Conacri, depois de este se ter proclamado na segunda-feira, de forma unilateral, como vencedor das eleições.

Numa entrevista à AFP hoje divulgada, Diallo excluiu reconhecer os resultados das eleições e disse estar aberto à mediação internacional para que o país abandone o estado de agitação em que se encontra.

"Está fora de questão aceitar os resultados falsos que a Ceni [Comissão Eleitoral Nacional Independente] proclama a favor de Alpha Condé", disse Diallo.

A Ceni tem divulgado os resultados de forma gradual desde terça-feira. Na noite de quinta-feira, a comissão eleitoral guineense anunciou os resultados provisórios de 37 dos 38 círculos eleitorais nacionais.

Esses resultados atribuem a Condé mais de 2,4 milhões de votos dos 3,9 milhões de votos registados, o dobro dos conquistados por Diallo (1,2 milhões de votos), o que concede uma maioria absoluta ao atual chefe de Estado e uma reeleição na primeira volta.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou hoje a violência após as eleições de domingo na Guiné-Conacri e encorajou os intervenientes a aguardarem o anúncio dos resultados oficiais.

Numa declaração divulgada pelo porta-voz, António Guterres lamentou o desfecho das eleições neste país que no domingo foi às urnas para escolher um Presidente.

Nos confrontos que se seguiram às eleições, entre apoiantes da oposição e as forças de segurança, pelo menos três pessoas morreram.

O secretário-geral das Nações Unidas apelou a todas as partes para que tomem imediatamente medidas para pôr termo à violência e manifestou-se triste "com a perda de vidas e a destruição de bens".

Condé mostrou-se, em caso de vitória, disponível para dialogar com a oposição.

O Presidente cessante, Alpha Condé, de 82 anos, primeiro chefe de Estado eleito democraticamente em 2010, após décadas de regimes autoritários na Guiné-Conacri, país vizinho da Guiné-Bissau, foi reeleito em 2015 para um segundo mandato e vai tentar agora um terceiro.

Durante um referendo em março, muito contestado, fez aprovar uma nova Constituição e de seguida considerou, com os seus apoiantes, que o novo texto lhe permite voltar a concorrer ao escrutínio.

Os seus adversários denunciaram um "golpe de Estado constitucional". Segundo a oposição, pelo menos 90 pessoas morreram no último ano devido a incidentes durante manifestações contra uma nova candidatura de Condé.

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