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Eleições: Debate eleitoral agitou o bairro universitário de Nashville

 Tão importante como o voto são os cuidados a ter com a pandemia disse à Lusa o proprietário da casa mais próxima da entrada do local onde se realizou o debate presidencial norte-americano, em Nashville.

Eleições: Debate eleitoral agitou o bairro universitário de Nashville

"O meu aparelho de televisão é o mais próximo do debate presidencial e vou ficar aqui a ver os candidatos", disse à Lusa o residente de uma casa de madeira de dois andares que preparava num alpendre um cartaz que colocou que prendeu numa árvore em frente à rua.

"Vais votar nos azuis [democratas] ou nos vermelhos [republicanos]? Ainda não sabes mas o mais importante é o uso da máscara sanitária" podia ler-se no cartaz que o residente de Nashville colocou na árvore entre a casa e a rua e que também tinha pintado um desenho que pretendia representar o novo coronavírus.

A pandemia está afetar em grande escala os Estados Unidos que regista 8.407.702 casos de contágio e 223.032 mortes de acordo com o último balanço efetuado pela Universidade John Hopkins.

No condado de Davidson, onde decorreu o debate de quinta-feira o número de contágios aumentou para 4.353.97 e regista 328 mortos, sendo que os números nesta zona da cidade de Nashville têm vindo a aumentar.

"É preciso cuidado e espero que as pessoas tomem precauções", dizia o homem que se prepara para ver "calmamente" o debate que deseja ser menos "agitado" do que o último.

A pouco mais de 500 metros da casa alguns milhares de pessoas juntavam-se para aguardar os dois candidatos.

Durante toda a tarde, os manifestantes, a maior parte com máscara sanitária, foram-se concentrando frente ao edifício da Universidade de Belmont.

Apoiantes de Donald Trump do lado direito da avenida: muitos pregadores evangélicos, membros de comités próvida, e muitos defensores das políticas restritivas em relação à emigração.

Do outro lado da avenida concentraram-se os apoiantes de Joe Biden com cartazes do Partido Democrata, mas também elementos de grupos antifascistas armados de pistolas automáticas, músicos e ativistas dos direitos da comunidade LGBT.

Donald Trump foi o primeiro a entrar, escoltado por um forte dispositivo de segurança, mas não deixou de levantar a mão direita através da janela da limousina presidencial para saudar os apoiantes que gritavam "Queremos mais quatro anos".

Mesmo assim, os mais ouvidos foram os jovens ativistas que levavam cartazes contra o Ku Klux Klan e grupos de supremacistas e que vinham munidos de sistemas de som que reproduziam em grande volume canções contra o Presidente dos Estados Unidos.

A polícia fez recuar os manifestantes mais ruidosos, mas não conseguiu estancar o volume da música quando o veículo de Donald Trump abriu a janela.

Após o começo do debate, a maior parte das pessoas abandonou o local, tendo ficado nas ruas cerca de uma centena de pessoas dos dois partidos que viam o debate através das plataformas móveis sem grande concentração no frente-a-frente eleitoral e mantendo os protestos com insultos de parte a parte.

Sempre que os ânimos se extremavam, os carros da polícia aproximavam-se e o nível dos insultos baixava.

Foram sobretudo os estudantes do campus da Universidade de Belmont que seguiram mais atentamente o debate, notando que foi diferente na forma, mas que esperavam mais das duas partes.

"Queria ouvir medidas concretas sobre a pandemia, mas foi muito pouco", disse à Lusa um estudante da Universidade de Belmont.

Foi um dia agitado na zona do campus da universidade de Nashville, Tennessee.?

Pouco depois do final do debate, a casa do morador que reclamava ter "a televisão mais próxima do embate entre os candidatos presidenciais" tinha apenas uma luz ligada num quarto do segundo andar.

Em frente à mesma casa um veículo militar da Guarda Nacional continuava a impedir a passagem para o edifício principal da universidade, assim como dois carros da polícia com as luzes apagadas.

Um cão branco dormia no alpendre da casa da rua e dois esquilos subiram apressadamente a árvore onde ainda se mantinha o cartaz com os alertas contra a pandemia de covid-19 que o habitante de Nashville tinha colocado antes da transmissão do debate televisivo.

Os esquilos desapareceram e a luz da casa apagou-se, passavam poucos minutos das 23:00 de quinta-feira (05:00 em Lisboa).

 

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