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EUA condenam "uso excessivo de força" por militares na Nigéria

O Secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Mike Pompeo, condenou hoje o "uso excessivo de força" pelos militares na Nigéria em repressões sangrentas de manifestações e em que morreram dezenas de pessoas.

EUA condenam "uso excessivo de força" por militares na Nigéria

"Os Estados Unidos condenam veementemente o uso excessivo de força pelos militares que dispararam contra manifestantes pacíficos em Lagos, causando mortos e feridos", afirmou Pompeo, citado pela agência France-Presse (AFP), apelando para a realização de uma investigação imediata.

O chefe da diplomacia norte-americana pediu que os envolvidos sejam "responsabilizados nos termos da lei nigeriana".

Pompeo instou também as autoridades responsáveis pela aplicação da lei para que "exerçam a máxima contenção e respeitem as liberdades fundamentais".

Pelo menos 38 pessoas foram mortas em todo o país na terça-feira, incluindo 12 manifestantes em Lagos, após a polícia e o Exército terem disparado sobre várias concentrações, acusa a organização não-governamental Amnistia Internacional (AI).

"Abrir fogo sobre manifestantes pacíficos é uma violação flagrante dos direitos à vida, dignidade, liberdade de expressão e reunião", disse na quarta-feira a diretora da AI para a Nigéria, Osai Ojigho, acrescentando que "os soldados tinham claramente uma intenção: matar sem consequências".

Na semana passada, a AI tinha já anunciado que pelo menos 10 pessoas tinham morrido em confrontos nos protestos contra os abusos e a violência policial.

Os protestos na Nigéria têm como alvo os membros do Esquadrão Especial Antirroubo (SARS, em inglês), uma força policial acusada por grupos de defesa dos direitos humanos de ter matado e torturado cidadãos nigerianos.

A contestação, que conta com uma forte mobilização de jovens, teve início depois de um vídeo de agressões alegadamente cometidas por membros do SARS ter sido divulgado nas redes sociais.

Como resposta aos protestos, o Governo nigeriano anunciou, no dia 11 de outubro, que iria desmantelar esta força policial, mas tal não foi suficiente para demover os manifestantes, que reclamam o fim das agressões por parte das forças de segurança.

Os protestos têm-se realizado um pouco por todo o país, que conta com uma população superior a 196 milhões de pessoas, com principal destaque para a maior cidade, Lagos, a capital, Abuja, e outras importantes cidades, como Port Harcourt, Calabar, Asaba e Uyo.

A campanha para o fim do SARS reuniu apoio internacional, incluindo de membros do movimento 'Black Lives Matter' e do cofundador da plataforma social Twitter Jack Dorsey, que partilhou várias publicações de manifestantes nigerianos.

Na passada terça-feira, dia 13, a polícia nigeriana anunciou a criação de uma brigada anticrime (SWAT) para substituir a SARS, tendo posteriormente garantido que nenhum antigo membro da unidade desmantelada poderá integrar a nova força.

A Nigéria é o maior produtor de petróleo de África, mas o país sofre de um abrandamento da sua economia e de um desemprego em massa, especialmente entre os jovens, agravado pela crise resultante da pandemia de covid-19.

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