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Presidenciais na Guiné-Conacri marcadas por "grande civismo"

As eleições presidenciais na Guiné-Conacri, este domingo, decorreram num ambiente de "grande civismo" e com elevada "participação", disse hoje à Lusa o chefe da missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Presidenciais na Guiné-Conacri marcadas por "grande civismo"

"As eleições decorreram num ambiente de grande civismo e com grande participação de eleitores em todo o país", disse José Maria Neves, contactado por telefone pela Lusa.

Segundo o antigo primeiro-ministro cabo-verdiano, tudo "decorreu de forma legal, os partidos estiveram todos presentes".

"As pessoas votaram com liberdade. As eleições foram inclusivas e contribuíram para a consolidação da democracia", afirmou José Maria Neves, salientando que os observadores eleitorais da CEDEAO estiveram destacados em todo o país.

José Maria Neves afirmou também que a Comissão Nacional de Eleições "fez o seu trabalho", bem como o Tribunal Constitucional e que "tudo funcionou nos termos da lei e da Constituição".

"Houve pequenos incidentes que não prejudicaram o global das eleições", salientou.

José Maria Neves destacou que a missão da CEDEAO tem falado com os partidos políticos para "manterem a calma e respeitarem os resultados eleitorais".

"Haja o respeito escrupuloso dos resultados", disse, acrescentando que os resultados provisórios devem ser conhecidos na quarta-feira.

Cerca de 5,4 milhões de eleitores escolheram domingo o próximo presidente da Guiné-Conacri, numa eleição marcada pela contestação à recandidatura de Alpha Condé e pela morte de dezenas de manifestantes.

O Presidente cessante, Alpha Condé, de 82 anos, primeiro chefe de Estado eleito democraticamente em 2010 após décadas de regimes autoritários na Guiné-Conacri, foi reeleito em 2015 para um segundo mandato e vai tentar agora um terceiro.

Durante um referendo em março, muito contestado, fez aprovar uma nova Constituição e de seguida considerou, com os seus apoiantes, que o novo texto lhe permite voltar a concorrer ao escrutínio.

Os seus adversários denunciaram um "golpe de Estado constitucional". Segundo a oposição, pelo menos 90 pessoas morreram no último ano devido a incidentes durante manifestações contra uma nova candidatura de Condé.

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