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Brexit: Macron diz que UE está "preparada para 'no-deal'"

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que, caso não se "cheguem a bons termos" nas negociações entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), o continente está "preparado para um 'no-deal'".

Brexit: Macron diz que UE está "preparada para 'no-deal'"
Notícias ao Minuto

15:16 - 15/10/20 por Lusa

Mundo Brexit

"Se não chegarmos a bons termos no final das negociações, estamos preparados para um 'no-deal' [cenário em que a UE e o Reino Unido não chegariam a um acordo comercial pós-'Brexit']", disse Macron, à entrada para a cimeira entre os líderes europeus, onde o 'Brexit' será um dos temas em debate.

"O acordo não poderá ser feito a qualquer preço. Se um conjunto de condições não for preenchido, é possível que não haja acordo. Nós estamos preparados, a França está preparada, estamos a finalizar as disposições previstas para todos os setores", afirmou o chefe de Estado francês.

Referindo-se ao bloqueio nas negociações para um acordo relativamente às pescas -- que Macron insiste que deve incluir o acesso dos pescadores europeus a águas, até agora partilhadas, que passarão a depender unicamente do espaço marítimo britânico -- o chefe de Estado referiu que "em nenhum caso, poderiam os pescadores europeus ser sacrificados pelo 'Brexit'".

"Não fomos nós que escolhemos o 'Brexit', foi uma escolha do povo britânico", sublinhou Macron.

O líder francês mencionou também a questão da igualdade de concorrência entre as empresas britânicas e europeias, sublinhando que "as consequências do 'Brexit' nunca poderão ser a criação de 'dumping' social ou ecológico nas nossas fronteiras".

Acerca da situação pandémica na Europa -- tema que será debatido pelos chefes de Estado amanhã -- o líder francês referiu que, ainda que o vírus "se esteja a espalhar por toda a Europa", a UE pode felicitar-se "por estar a coordenar-se melhor durante esta segunda vaga".

"Foram decididos certos elementos de coordenação esta semana, um conjunto de regras comuns e de critérios, que permitem que a nossa Europa continue a funcionar, continue a proteger o conjunto dos cidadãos, sem que seja necessário bloquear o mercado, como foi o caso durante a primeira vaga", sublinhou o chefe de Estado.

Macron referiu ainda as sanções, hoje impostas pela UE, a seis indivíduos russos e uma entidade, devido ao envenenamento do opositor russo Alexei Navalny, numa investigação conjunta levada a cabo pela Alemanha e a França.

"Conduzimos investigações que permitiram elucidar que teve lugar uma agressão química e nós, enquanto europeus, mantemo-nos ligados à luta contra as armas químicas", disse o chefe de Estado.

O Presidente francês, que tem sido adepto de uma aproximação estratégica com a Rússia, referiu hoje que as sanções "fazem parte" da relação que se deve manter com Moscovo.

"Temos que seguir o caminho de um diálogo, transparente mas exigente, com a Rússia. A Rússia é nossa vizinha, partilha o nosso continente, mas nós nunca poderíamos ceder aos nossos princípios e ambições, sobretudo quando estão em questão as armas químicas", referiu Emmanuel Macron.

Os líderes dos 27 iniciam hoje, em Bruxelas, uma cimeira de dois dias do Conselho Europeu.

Entre os temas em debate, além do 'Brexit' e covid-19, será também questão das metas climáticas até 2030 e da relação da UE com o continente africano.

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