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Milhares de indígenas manifestam-se na Colômbia e Chile contra etnocídio

Milhares de membros de comunidades indígenas da Colômbia e do Chile manifestaram-se hoje, dia das comemorações da chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano, contra o etnocídio e a violência exercida contra os povos locais.

Milhares de indígenas manifestam-se na Colômbia e Chile contra etnocídio

No sudoeste da Colômbia, os manifestantes convergiram para Cali, para "denunciar os massacres sistemáticos que se produzem nos territórios sem que o Governo se interesse", declarou Franky Reinosa, do conselho regional indígena do Estado de Caldas.

Os manifestantes pedem igualmente para serem consultados sobre os grandes projetos que impactam os seus territórios, e a plena concretização do plano de paz de 2016, que pôs fim a meio século de violência com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)

Esta zona do país reúne uma importante população indígena estimada em 4,4% dos seus 50 milhões de habitantes, e é uma das mais afetadas pela violência devido ao tráfico de cocaína no país, primeiro produtor mundial.

O "Dia da Hispanidade", que assinala a chegada de Colombo às Américas, em 1492, é também chamado de "Dia da Raça" em vários países da região.

"Para nós, foi o maior etnocídio da história dos nossos territórios", disse Franky Reinosa.

Em Santiago do Chile, os representantes dos povos indígenas chilenos, principalmente os Mapuches, o maior grupo étnico do país, também se manifestaram nas ruas, com a presença da polícia.

No domingo, na Cidade do México, uma estátua do navegador genovês foi desmontada e retirada de uma zona turística da capital para ser submetido "a eventuais trabalhos de restauração", a serem realizados pelo Instituto de Antropologia e de História (INAH) mexicano.

Também quatro estátuas de frades franciscanos, incluindo o espanhol Bartolomeu de las Casas, foram retiradas para restauração.

Conhecido como o explorador que descobriu a América, Colombo é agora associado, por diferentes movimentos, às agressões cometidas pelos conquistadores europeus contra os ameríndios.

Em 2021, o México comemora os 200 anos da independência e os 500 da invasão europeia e a queda de Tenochtitlan, antigo nome do país sob domínio azteca.

No início deste mês, o Presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, exigiu numa carta que o Vaticano, e também a coroa e o Governo espanhóis, apresentem desculpas aos povos indígenas pelas "vergonhosas atrocidades" cometidas durante a conquista espanhola, em 1521.

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