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Turquia vai reenviar navio de prospeção para o Mediterrâneo oriental

O navio de exploração turco Oruc Reis vai ser enviado para o Mediterrâneo oriental "entre 12 e 20 de outubro" e na zona onde se manteve em agosto e setembro, originando na ocasião fortes tensões com a Grécia, anunciou no domingo a marinha turca.

Turquia vai reenviar navio de prospeção para o Mediterrâneo oriental
Notícias ao Minuto

06:15 - 12/10/20 por Lusa

Mundo Turquia

O Oruca Reis vai efetuar prospeções na região, incluindo a sul da ilha grega de Kastellorizo, de acordo com uma mensagem enviada pelo sistema marítimo de alerta NAVTEX.

Atenas e Ancara mantiveram um mês de forte tensão após o envio pela Turquia, entre 10 de agosto e meados de setembro, de um navio sísmico, escoltado por vasos de guerra, para proceder a explorações ao largo desta ilha grega, a dois quilómetros das costas turcas, uma zona potencialmente rica em gás natural.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e da Grécia protagonizaram na quinta-feira o primeiro encontro de alto nível entre os dois países desde o início das tensões sobre a exploração de hidrocarbonetos no Mediterrâneo oriental.

A descoberta de grandes jazidas de gás natural nos últimos dez anos junto às costas da ilha dividida de Chipre abriu novas perspetivas sobre o fornecimento de energia a partir desta região e forjou alianças entre países que pareciam até então pouco prováveis.

A Turquia, potência regional, foi excluída dos contratos de exploração dos recursos energéticos, reivindicados por oito países, da Líbia ao Egito e Israel.

Os gigantes da energia envolvidos neste novo e potencial maná (em particular a norte-americana Exxon Mobile, a francesa Total, e a italiana Eni) ambicionam concretizar o projeto de fornecimento de gás para o sul da Europa e reduzir a dependência da região dos fornecimentos vindos da Rússia. Mas a Turquia está a comprometer estes planos.

O conflito evoluiu para uma importante questão estratégica que terá consequências em todos os países da região e envolve diretamente dois Estados-membros da UE, a Grécia e a República de Chipre, a parte sul da ilha dividida e reconhecida internacionalmente.

A disputa no Mediterrâneo oriental está desta forma relacionada com o conflito em torno de Chipre, dividido há quase 50 anos, na sequência da intervenção militar da Turquia em 1974, entre o sul cipriota grego e o norte cipriota turco, cerca de um terço do território.

A Turquia assume o estatuto de protetor da população cipriota turca e é o único país que reconhece a autoproclamada República Turca de Chipre do Norte (RTCN) como Estado independente.

Ancara considera que os cipriotas turcos devem também partilhar os eventuais benefícios provenientes das jazidas de gás detetadas ao largo da ilha, enquanto Atenas permanece solidária com os argumentos da República de Chipre, Estado-membro da União Europeia desde 2004.

No final da década de 2000, e após Israel anunciar a descoberta de jazidas de gás natural na região, o Governo de Chipre contratou diversas empresas de energia para iniciarem a prospeção de hidrocarbonetos em redor da ilha. E em dezembro de 2011 a empresa norte-americana Noble Energy anunciou a descoberta de "significativos recursos de gás natural".

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