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  • 25 OUTUBRO 2020
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São Tomé e Príncipe lança em breve concursos para centrais hidroelétricas

O Governo de São Tomé e Príncipe anunciou que o país vai avançar, em breve, com concursos públicos para a construção de duas centrais hidroelétricas, uma no Rio Grande, outra em Bombaim.

São Tomé e Príncipe lança em breve concursos para centrais hidroelétricas

"Estamos a desenvolver alguns projetos de hidroelétricas, com o apoio do Banco Mundial, do Banco Africano de Desenvolvimento e do PNUD [Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento] com enfoque particular para as bacias do Rio Grande e do Bombaim", afirmou o ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente são-tomense, Osvaldo Abreu, esta quarta-feira, ao final da noite, durante a sua intervenção na sessão de encerramento do Fórum Energia e Clima.

"Pensamos, nos próximos tempos, retomar o concurso público para estas duas centrais hidroelétricas, além da do rio Papagaio, que já está em curso", acrescentou o governante são-tomense.

Com estes projetos hidroelétricos e outros de centrais solares fotovoltaicas, atrasados pela pandemia de covid-19, mas também por algumas incertezas dos investidores face à situação económica do país, São Tomé e Príncipe acredita que será possível "em 2025 ter uma produção de energia renovável para além de 60% das necessidades", apontou Osvaldo Abreu.

Para o ministro, um dos grandes desafios do país, que tem uma proporção muito elevada de produção elétrica através de centrais a diesel, é precisamente o da transição energética.

Porque, apesar de a produção nacional ser bastante pequena -- a rondar os 18 megawatts, referiu -, o país produz apenas dois megawatts com base em fontes renováveis, ou seja, com a hidroelétrica do Contador, explicou.

"Isto constitui um dos grandes desafios estratégicos do nosso país, deste governo e das governações que nós temos tido. E os esforços têm sido desenvolvidos para mudarmos este processo", assegurou.

Por isso, além de um plano de transição energética, o país traçou também um plano de emergência energética, tendo em consideração não só que a questão da proporção da produção diesel/renovável "é aceitável", mas também as dificuldades que tem tido "em garantir o combustível, o diesel, para as centrais", adiantou o ministro.

O país já enfrentou roturas de abastecimento de combustível em algumas ocasiões, "com problemas sociais bastante alarmantes", lembrou.

"[Isto] levou-nos a acelerar o processo da transição energética e a convidar os investidores para que fizessem propostas, ara passarmos logo à implementação de alguns projetos em tempo de execução mais que curto. Estamos a falar de energia com a base no solar fotovoltaico", referiu.

O ministro garantiu que houve várias propostas, com memorandos e acordos assinados para a construção de centrais fotovoltaicas, mas, por causa da pandemia, estes sofreram atrasos.

Contudo, segundo Osvaldo Abreu, o executivo está neste momento "em conversações com o Banco Mundial para retomar estes processos".

O ministro concluiu a sua intervenção na sessão de encerramento do Fórum Energia e Clima com um apelo aos parceiros para que ajudem o país a criar "uma espécie de fundo de garantia para que os investidores se possam sentir mais à vontade" em investir em São Tomé e Príncipe, permitindo assim uma implementação mais rápida destes projetos.

"Porque no âmbito dos esforços que temos desenvolvido para atrair os investidores para o nosso sistema energético de energia renovável" foi percetível que a fraca economia do país "põe ali um obstáculo" de "sustentabilidade do próprio investimento", assinalou.

Na sessão de encerramento de um ciclo de 23 conferências sobre soluções para a crise climática, que decorreu esta quarta-feira ao final da noite, o Fórum da Energia e Clima juntou ministros do Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para uma conversa, em ambiente virtual, transmitida em direto nas redes sociais.

Para o presidente do Fórum da Energia e Clima, Ricardo Campos, as "crises globais precisam de respostas globais e a frente lusófona pode ter um papel determinante, uma vez que representa 270 milhões de pessoas, com países muito diferentes e com necessidades também diferentes".

Assim, promover uma conversa em torno crises globais e dar voz ao "espaço de amizade e cooperação" da CPLP é o principal objetivo do fórum, considerou.

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