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Clima: Brasil pede contas a quem se comprometeu com verbas e não cumpriu

O Ministério do Ambiente do Brasil pediu, esta quarta-feira à noite, contas aos países desenvolvidos pelas verbas prometidas para ajudar os estados menos desenvolvidos no seu esforço de redução de emissões de gases poluentes.

Clima: Brasil pede contas a quem se comprometeu com verbas e não cumpriu
Notícias ao Minuto

06:14 - 01/10/20 por Lusa

Mundo Agenda climática

"Há 11 anos, na conferência das partes, foi acordado que os países desenvolvidos iriam aportar em torno de cem biliões de dólares (85,3 mil milhões de euros] ao ano. Mas, estamos no ano de 2020 e até ao momento nós temos [de contributo] apenas em torno de 12 bilihões de dólares [10,2 mil milhões de euros]", afirmou, na quarta feira ao final da noite em Lisboa a diretora do departamento de economia ambiental e acordos internacionais do Ministério do Ambiente do Brasil.

Nelcilancia Pereira falava na sessão de encerramento de um ciclo de 23 conferências sobre soluções para a crise climática, promovida pelo Forum para Energia e Clima, que juntou os ministros do Ambiente de praticamente todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) numa conversa, em ambiente virtual, sobre o tema, encontro no qual só não esteve presente o ministro brasileiro, Ricardo Salles.

Na impossibilidade do ministro estar presente, o Ministério do Ambiente do Brasil fez-se representar por uma diretora, que acrescentou: "se a gente fosse considerar a ajuda de cem biliões de dólares ao ano para os países em desenvolvimento, incluindo os da CPLP, a gente conseguiria alavancar ainda mais os esforços nesse sentido", do cumprimento da agenda climática.

Segundo a responsável do Ministério do Ambiente, o Brasil tem dado uma "contribuição importante" para a agenda da redução de emissões de gases com efeitos de estufa, "mas, ao mesmo tempo, reconhece a importância do cumprimento dos compromissos assumidos, para que se possa alavancar essa agenda, no âmbito dos países desenvolvidos".

"Assim como o Brasil, acreditamos que outros países em desenvolvimento podem estar também cumprindo os seus compromissos de redução de emissões e para a melhoria dos sistema mundial climático, mas não têm recebido o aporte e suporte que necessitam para melhorar ainda mais os esforços", sublinhou.

Por isso, defendeu que "é muito importante que quando se fala em fortalecer cooperação, em aumentar a ambição que se tenha uma cooperação efetiva entre todas as partes".

"Se a gente pensar em criação de riqueza e que é muito importante gerar condições de dignidade para as populações de cada um dos nossos países precisamos de reforçar os laços de confiança nos compromissos que todas as partes assumem", concluiu a diretora do Ministério do Ambiente brasileiro.

Nelcilancia Pereira de Oliveira manifestou ainda a disponibilidade do Brasil para cooperar com todos os países que assim o desejarem, "especialmente" com os da CPLP, nos esforços para o cumprimento da agenda climática "fundamental para o mundo".

Por último, a responsável sublinhou que o Brasil apela a todos os países e todas as partes para que façam "uma reflexão sobre as suas responsabilidades históricas e das necessidades, para que possam também assumir as suas responsabilidades atuais".

Na sessão de encerramento de um ciclo de 23 conferências sobre soluções para a crise climática, que decorreu esta quarta-feira ao final da noite , o Fórum da Energia e Clima juntou ministros do Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para uma conversa, transmitida em direto nas redes sociais.

Para o presidente do Fórum da Energia e Clima, Ricardo Campos, as "crises globais precisam de respostas globais e a frente lusófona pode ter um papel determinante, uma vez que representa 270 milhões de pessoas, com países muito diferentes e com necessidades também diferentes".

Assim, promover uma conversa em torno das Crises Globais e dar voz ao "espaço de amizade e cooperação" da CPLP é o principal objetivo do fórum, considerou.

A conversa entre os nove ministros do Ambiente da CPLP, não só foi transmitida em direto nas redes sociais (Facebook, Instagram e Youtube) como em alguns canais de televisão nacionais.

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