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Vezezuela. UE aguarda resposta a pedido para adiar eleições por 6 meses

A missão diplomática enviada pela União Europeia (UE) a Caracas aguarda a resposta das autoridades venezuelanas ao pedido de adiar por seis meses as eleições legislativas de 06 de dezembro próximo, sob pena de não as reconhecer.

Vezezuela. UE aguarda resposta a pedido para adiar eleições por 6 meses
Notícias ao Minuto

18:15 - 30/09/20 por Lusa

Mundo Vezezuela

"O objetivo era convencer as autoridades [venezuelanas] a adiar as eleições por seis meses, não para as atrasar, mas para dar tempo ao Governo e à oposição para negociarem as condições", indicou à agência noticiosa espanhola EFE um alto responsável dos 27.

A missão, enviada a 24 deste mês pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, foi liderada pelo secretário-geral adjunto do Serviço Europeu de Ação Externa, Enrique Mora, e o diretor-geral em funções para as Américas, Javier Niño, regressou, entretanto, terça-feira a Bruxelas.

Em Caracas, a missão reuniu-se maioritariamente com grupos da oposição e da sociedade civil, mas também com representantes do Governo do Presidente Nicolas Maduro, como o vice-presidente para a Comunicação, Jorge Rodríguez, e o governador do Estado de Miranda, Héctor Rodríguez.

A missão não tinha previsto qualquer reunião com Maduro, por não ser considerado como o "interlocutor", mas sim com o chefe da diplomacia venezuelano, Jorge Arreaza, com quem, porém, não foi possível reunir-se, indicaram fontes comunitárias.

Ao Governo venezuelano, a UE deixou claro que "nada tem a oferecer" como contrapartida a um adiamento de seis meses e que não se trata sequer de uma negociação, mas advertiu que, tal como está a ser organizada a votação, não poderá reconhecer os resultados nem a Assembleia Legislativa (Parlamento) daí resultante.

Bruxelas avisou, aliás, que se preveem sanções para quem estiver implicado na organização do processo eleitoral.

As fontes comunitárias citadas pela EFE indicaram que Caracas disse que iria estudar o assunto, mas que não avançaram qualquer prazo para uma resposta.

No entanto, a resposta terá de ser dada no prazo máximo de duas semanas, uma vez que meados de outubro é a data limite para alterar o dia da votação por razões técnicas.

As fontes sublinharam que o adiamento das legislativas por seis meses "não é arbitrário", uma vez que apenas se pretende dar margem para negociar com a oposição, permitindo, paralelamente, à UE preparar o envio de uma missão de observação eleitoral.

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