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Grupo de venezuelanos exilados declara Borrell como "persona non grata"

A Organização de Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio (Veppex), com sede em Miami, nos Estados Unidos, declarou hoje o alto representante da União Europeia para a Política Externa de "persona non grata" por "trair o povo venezuelano".

Grupo de venezuelanos exilados declara Borrell como "persona non grata"

José Colina, presidente da organização dos venezuelanos exilados, indicou que Josep Borrell é "persona non grata" pelas "repetidas tentativas de procurar cenários de negociação e diálogo com o regime violador dos direitos humanos de Nicolás Maduro".

A Veppex tomou essa decisão em resposta à missão diplomática que Borrell enviou na semana passada a Caracas para, segundo fontes europeias, "ter uma perspetiva direta da situação no terreno e reafirmar a posição da UE sobre a necessidade de uma solução democrática para a crise".

A missão pediu que os diferentes partidos se envolvessem num diálogo de "longo prazo" depois das eleições legislativas de 06 de dezembro, para encontrar uma solução para a crise política e humanitária na Venezuela.

"É completamente inédito que o comissário Borrell esteja sempre a procurar meios que falharam persistentemente para a saída do regime de [Nicolás] Maduro e que só o tenham beneficiado para continuar a manter o poder", disse a Veppex, em comunicado.

Na opinião desta organização, é um absurdo procurar um entendimento e condições para umas eleições como as convocadas para dezembro com "um regime acusado de narcotráfico com recompensas e mandados de prisão a nível internacional, além de estar também acusado de violar direitos humanos e cometer crimes contra a humanidade".

"Se o comissário Borrell quer realmente ajudar os venezuelanos, deve convencer o seu amigo Maduro a deixar o poder e, se não aceitar, ativar uma campanha internacional com os relatórios das Nações Unidos e as acusações que existem contra o seu regime, para chegar a uma solução de força, que é a única saída possível de Nicolás Maduro dada a natureza criminosa do seu regime", sublinhou a Veppex.

Segundo o comunicado, na "Venezuela não há condições eleitorais e quem as incentiva ou apoia não ajuda o povo venezuelano, mas sim o regime de drogas de Maduro".

Os senadores norte-americanos Marco Rubio e Ben Cardin pediram à UE na sexta-feira passada que rejeitasse as eleições "fraudulentas" convocadas pelo "regime de Nicolás Maduro" na Venezuela e para unir forças com os Estados Unidos em prol da democracia no país sul-americano.

Numa carta dirigida ao responsável pela diplomacia europeia, Josep Borrell, Rubio e Cardin mostraram estar "profundamente preocupados" com as recentes negociações entre os países europeus com o governo de Maduro, face às próximas eleições na Venezuela.

Os senadores destacaram que os EUA, a UE, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo de Lima (composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia e apoiado por Barbados, EUA, Granada, Jamaica, Uruguai e também pela OEA e a UE) devem colaborar para "o regresso da democracia legítima à Venezuela".

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