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Caracas entrega relatório paralelo à ONU e ao núncio apostólico

Caracas entregou segunda-feira ao núncio apostólico, Aldo Giordano, e ao coordenador local da ONU, Peter Grohmann, o relatório 'A Verdade da Venezuela contra a Infâmia', elaborado pelas instituições venezuelanas sobre a situação dos Direitos Humanos no país.

Caracas entrega relatório paralelo à ONU e ao núncio apostólico

O documento foi entregue em Caracas pelo ministro venezuelano de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, depois de em 16 de setembro último uma "missão independente" da ONU ter divulgado um outro relatório que relacionou o regime venezuelano a graves crimes cometidos pelas forças de segurança.

"Nós temos cooperado com eles, e eles connosco no estudo da situação dos Direitos Humanos no país. Para que nos assessorem, para melhorar as práticas judiciais (...) Lhe entregamos (o relatório) para que levem a António Guterres e a Michelle Bachelet", disse.

Segundo Jorge Arreaza, o relatório entregue pelo Governo venezuelano "foi elaborado em cooperação e coordenação com o Ministério Público, a Defensoria do Povo (promotor de justiça), Poder Judicial e o Executivo. É um relatório muito completo que desmonta esse aberração que tem circulado pelo mundo", disse.

Para o ministro venezuelano, o relatório elaborado recentemente por uma missão da ONU não foi aprovado pelas Nações Unidas e "tem sido usado como arma política contra o povo venezuelano, contra o Governo da Venezuela, com falsidades e infâmias".

"Desde o ponto de vista metodológico, nós o classificamos como fraudulento, como uma operação mercenária, para derrocar o povo do poder político na Venezuela", disse o ministro que acusa o Grupo de Lima de ter pago pela elaboração do relatório.

Segundo as autoridades venezuelanas, o relatório dirigido ao secretário-geral da ONU, António Guterres e à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, "é necessário e importante porque apresenta outras narrativas com base na realidade, com ações judiciais, acusações e sanções contra violadores dos Direitos Humanos".

O relatório entregue segunda-feira já tinha sido apresentado à imprensa em 24 de setembro último, dia em que o Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab anunciou que no total 638 pessoas foram acusadas dos "delitos de homicídio, tortura, trato cruel, tratos inumanos ou degradantes, privação ilegítima de liberdade, violações de domicílio, entre outros crimes contemplados na nossa (venezuelana) legislação".

A 16 de setembro último, os investigadores de uma missão internacional da ONU acusaram Nicolás Maduro e os seus ministros do Interior, Néstor Reveról, e da Defesa, Vladimir Padrino López de envolvimento em graves crimes cometidos pelas forças de segurança do país.

A equipa de investigadores -- que divulgou o seu primeiro relatório, mas não se deslocou à Venezuela --, afirmou ter detetado provas de crimes contra a humanidade, e indicou possuir "bons motivos para pensar que o Presidente" e os ministros do Interior e da Defesa "ordenaram ou contribuíram para ordenar crimes concretizados", indicou em comunicado a jurista portuguesa Marta Valiñas, que dirige a equipa de investigadores.

Alguns destes crimes, "incluindo mortes arbitrárias e o uso sistemático da tortura, inserem-se no âmbito de crimes contra a humanidade", disse.

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