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Polónia responde a embaixadores que apelam à aceitação de pessoas LGBT

O Governo polaco rejeitou hoje que as pessoas LGBT sejam privadas de qualquer direito no país, reagindo a uma carta aberta de embaixadores e representantes de organizações internacionais que mencionam a necessidade de trabalhar pela "tolerância e aceitação mútua".

Polónia responde a embaixadores que apelam à aceitação de pessoas LGBT
Notícias ao Minuto

16:54 - 28/09/20 por Lusa

Mundo LGBT

O apelo de 50 embaixadores e representantes de organizações internacionais, feito numa carta aberta publicada no domingo, chega num momento em que a comunidade LGBT cada vez mais visível na Polónia tem enfrentado uma forte reação do Governo de direita, muitas comunidades locais e da Igreja Católica.

"Os direitos humanos são universais e todos, incluindo as pessoas LGBTI, têm direito ao seu pleno gozo", pode ler-se na carta, usando o acrónimo para pessoas lésbicas, 'gays', bissexuais, transgénero e intersexuais.

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, disse concordar que todas as pessoas merecem respeito, mas discordou completamente que as pessoas LGBT estariam a ser privadas disso na Polónia.

"Caros embaixadores, só posso dizer que a tolerância está no ADN dos polacos. Ninguém precisa de nos ensinar a tolerância", afirmou hoje em conferência de imprensa.

Alguns dos líderes polacos, incluindo o Presidente e deputados do partido no poder, consideram o movimento pelos direitos civis das pessoas LGBT uma ameaça às famílias tradicionais.

O Presidente, Andrzej Duda, ganhou um segundo mandato neste verão, depois de ter chamado os direitos LGBT uma "ideologia" mais perigosa que o comunismo.

Enquanto isso, dezenas de cidades em partes conservadores do leste e sul da Polónia aprovaram resoluções, na sua maioria simbólicas, declarando-se livres da "ideologia LGBT".

A carta foi assinada pelos embaixadores dos Estados Unidos e muitos países europeus, assim como nações mais distantes como o Japão ou Austrália e representantes das Nações Unidas, União Europeia e Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da Comunidade de Democracias, sediada em Varsóvia.

"Os direitos humanos não são uma ideologia, são universais", afirmou a embaixadora norte-americana, Georgette Mosbacher.

Joachim Brudzinski, vice-chefe do partido governante Lei e Justiça e agora membro do Parlamento Europeu, respondeu hoje a Mosbacher dizendo que na Polónia também concordam.

"Portanto, estamos a aguardar com esperança pela próxima carta, desta vez em defesa de cristãos assassinados, ativistas #pró-vida presos, pessoas despedidas do trabalho e perseguidas por citarem a Bíblia, pessoas sujeitas à eutanásia contra a sua vontade", escreveu no Twitter, juntamente com outros exemplo de supostos abusos a cristãos.

Bruzinski entrou também no debate sobre os direitos LGBT no verão.

"A Polónia sem LGBT é mais bonita", escreveu no Twitter.

A carta dos embaixadores homenageia o trabalho da comunidade LGBT na Polónia, que procura aumentar a consciencialização sobre os desafios que enfrenta, já que o aumento da hostilidade levou muitos a viver com raiva e medo ou até mesmo a sair do país.

Muitos dos ativistas dizem que a sua principal prioridade é aprovar uma legislação que criminalize o discurso de ódio contra as pessoas com base na sua identidade sexual.

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