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Nagorno-Karabakh: Rússia em "contacto permanente" com a Turquia

A Rússia indicou hoje que está em "contacto permanente" com a Turquia por causa da escalada das tensões no enclave separatista de Nagorno-Karabakh, face às acusações arménias sobre a intervenção turca pró-Azerbaijão no conflito.

Nagorno-Karabakh: Rússia em "contacto permanente" com a Turquia
Notícias ao Minuto

15:09 - 28/09/20 por Lusa

Mundo Rússia

"A parte russa está em pleno contacto com Ancara. Ontem [domingo] houve conversações através dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros", referiu o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, à imprensa local, sublinhando que Moscovo apelou a "contenção máxima" das autoridades azeris e arménias para evitar uma escalada maior.

"É muito importante agora cessar com as hostilidades antes de se decidir quem tem ou não a culpa"", explicou Peskov, que recordou que a Rússia, como membro do Grupo de Minsk - ligado à Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) -, está disponível pata utilizar a "boa relação" com os dois estados em conflito para o mediar.

Por outro lado, Alexei Chepa, vice-presidente da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo, indicou que as informações que dão conta da participação de militares turcos no conflito em Nagorno-Karabakh "devem ser confrontadas".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arménia acusou hoje a Turquia de estar envolvida "no terreno" nas hostilidades que começaram domingo na região separatista.

"Ao lado dos azeris combatem especialistas militares turcos, que usam armamento turco, incluindo drones e aviões de combate", afirmou o Governo arménio, em comunicado.

Também hoje, o embaixador arménio em Moscovo, Vardan Toganian, acusou Ancara de se ter envolvido no conflito em Nagorno-Karabah, depois de enviar "mercenários que se encontravam na Síria" e que, afirmam, estão a organizar as "provocações na fronteira turco-arménia", indicou a estação de rádio Ecos, de Moscovo.

Os combates no enclave separatista, que, domingo, provocaram cerca de quatro dezenas de vítimas mortais entre os dois lados, prosseguem hoje com novos soldados, indicaram fontes arménias e azeris, que avançam versões diferentes e com base nos êxitos no terreno.

As forças secessionistas confirmaram até agora a morte de pelo menos 59 militares nos ataques das tropas azeris. Baku, por sua vez, não avançou qualquer informação oficial sobre o número de baixas. Ambos os países, porém, admitiram a morte de dezenas de civis.

Tanto na Arménia como no Azerbaijão foi decretada a lei marcial, devido à escalada da situação no enclave, onde os últimos confrontos graves foram registados em 2016, tendo recebido o nome de "guerra dos quatro dias".

O Azerbaijão defende que a solução do conflito passa pela libertação dos territórios ocupados, pedido que tem sido recusado nas várias resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Por seu lado, a Arménia apoia o direito à autodeterminação de Nagorno-Karabakh e defende a participação dos representantes do território separatista nas negociações de paz.

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