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Pelo menos 24 pessoas detidas na segunda noite de protestos em Louisville

Pelo menos 24 pessoas foram detidas entre quinta-feira e hoje, em Louisville, durante a segunda noite de protestos contra a decisão judicial de não acusar os polícias envolvidos na morte de Breonna Taylor.

Pelo menos 24 pessoas detidas na segunda noite de protestos em Louisville
Notícias ao Minuto

12:54 - 25/09/20 por Lusa

Mundo Breonna Taylor

A polícia metropolitana de Louisville, cidade no Estado norte-americano de Kentucky, indicou hoje que os manifestantes foram detidos antes da 01:00 de hoje no local (06:00 em Lisboa), por acusações que incluíam reunião ilegal, não dispersão e tumulto em primeiro grau.

As autoridades alegaram que os manifestantes quebraram as janelas de um restaurante, danificaram autocarros da cidade e tentaram provocar incêndios.

A polícia metropolitana também negou as acusações que circularam nas redes sociais de que os agentes estavam à espera de uma decisão de advogados sobre uma possível "invasão" de uma igreja, onde centenas de manifestantes se reuniram para evitar a prisão após o recolher obrigatório na cidade.

Os manifestantes dispersaram por volta das 23:00 de quinta-feira, horário local (04:00 de hoje em Lisboa), depois de negociar com a polícia de choque, que também recuou.

Cerca de 100 pessoas também foram detidas em Louisville na noite de quarta-feira, segundo um comunicado da polícia de Louisville divulgado na quinta-feira.

Na quarta-feira, um painel de jurados do Kentucky indiciou apenas um polícia por disparar contra apartamentos na vizinhança, mas não avançou com acusações contra nenhum polícia na morte da jovem negra Breonna Taylor.

Taylor, uma profissional de saúde negra de 26 anos, foi baleada várias vezes por uma equipa de três polícias que entraram em sua casa, com um mandado de busca no âmbito de uma investigação de tráfico de droga, em 13 de março, provocando comoção e indignação popular, num ano em que os Estados Unidos foram abalados por violentas manifestações contra a violência policial.

O painel de jurados decidiu indiciar o polícia Brett Hankison, que já se tinha demitido, de três acusações de "ação perigosa", puníveis com pena até cinco anos de prisão, durante a operação em que entrou em casa de Breonna Taylor, mas não apresentou nenhuma acusação contra os outros polícias ou pelo assassínio da jovem negra.

Para além de Hankison, dois polícias e um detetive entraram na casa de Breonna Taylor, tendo sido transferidos para outros serviços, enquanto aguardam decisão judicial.

No tiroteio, o namorado de Taylor, Kenneth Walker, disparou quando a polícia entrou em casa, atingindo um dos polícias, tendo chegado a ser acusado de tentativa de homicídio, mas posteriormente os procuradores retiraram a acusação.

Em 15 de setembro, as autoridades da cidade de Louisville abriram um processo contra os três polícias, a pedido da mãe de Taylor, concordando em pagar-lhe 12 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros) e em promulgar reformas no sistema policial local.

Manifestantes em Louisville e em várias outras cidades manifestaram-se, ao longo dos últimos meses, exigindo justiça para Taylor e para outros afro-americanos mortos às mãos da polícia, tendo recebido o apoio de algumas celebridades, incluindo a cantora Beyoncé e a apresentadora televisiva Oprah.

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