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Morte de Breonna Taylor: Polícias de Louisville sob investigação interna

A investigação vai avaliar se os seis agentes violaram os procedimentos da polícia na noite em que mataram Breonna Taylor durante uma busca à sua casa.

Morte de Breonna Taylor: Polícias de Louisville sob investigação interna
Notícias ao Minuto

21:45 - 22/09/20 por Notícias Ao Minuto 

Mundo Breonna Taylor

O departamento da polícia metropolitana de Louisville, no estado norte-americano do Kentucky, anunciou esta terça-feira que os seis agentes envolvidos na morte de Breonna Taylor estão sob investigação interna, adianta a CNN.

As condutas do detetive Myles Cosgrove e do sargento Jonathan Mattingly, dois dos agentes que dispararam no interior da casa de Breonna Taylor, assim como do detetive Joshua Jaynes, que assegurou o mandato de busca para a casa de Taylor, e dos detetives Tony James, Michael Campbell e Michael Nobles, vão ser investigadas por uma unidade da polícia metropolitana de Louisville.

A investigação vai tentar apurar se os seis polícias violaram os procedimentos da força de segurança durante a operação na noite do dia 13 de março.

Lonita Baker, uma das advogadas da família de Breonna Taylor, reagiu à investigação interna aos seis polícias envolvidos na morte de Breonna Taylor.

“Ficamos felizes por ver que o departamento da polícia metropolitana de Louisville deu início a um processo de investigação interna. Acreditamos que vários procedimentos foram violados pelos agentes envolvidos e que eles devem ser alvo de ações disciplinares até e incluindo o seu despedimento”, frisou Baker num comunicado.

A advogada pediu ainda celeridade na investigação à polícia de Louisville.

O gabinete da procuradoria-geral do Kentucky está a investigar possíveis acusações criminais neste caso, que até poderão ser anunciadas em breve.

Uma operação mal calculada com um desfecho fatal

Breonna Taylor, uma paramédica de 26 anos, foi alvejada de forma fatal no decurso de uma operação de narcóticos. A polícia tinha um ‘no-knock’ warrant, ou seja um mandado de busca no qual os agentes não têm de bater à porta. Os agentes derrubaram a porta e entraram no apartamento de Breonna Taylor, sem saberem que esta estava acompanhada do seu namorado, que estava armado.

O sargento Mattingly afirmou que foi atingido por uma bala disparada pelo namorado de Breonna Taylor ao entrar no apartamento, ele e outros dois agentes ripostaram, abrindo fogo. Taylor morreu na sequência dos tiros disparados pelos três agentes da polícia.

O desconhecimento relativamente à presença do namorado de Breonna Taylor, aliado à decisão de prosseguir com uma busca de elevado risco sob circunstâncias questionáveis, foram factores que contribuíram para o desfecho trágico.

Embora tenha acontecido em março, a morte de Breonna Taylor ganhou maior relevância pública na sequência dos protestos após a morte de George Floyd, em maio. Taylor, Floyd e Jacob Blake (que sobreviveu) foram as mais recentes vítimas negras da violência policial nos Estados Unidos, um país que se debate há décadas com um problema profundo e enraizado de racismo sistémico.

Recorde-se que a cidade de Louisville vai indemnizar em 12 milhões de dólares (10,2 milhões de euros) a família de Breonna, num acordo resultante do processo de homicídio culposo naquela cidade do estado do Kentucky. O histórico acordo contempla ainda reformas nos procedimentos policiais para prevenir futuras mortes devido à ação da polícia, entre as quais que os mandados de busca a habitações sejam previamente aprovados por um oficial ou comandante de serviço.

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