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Grupos criminosos do México ganharam quase 40 mil milhões em dois anos

Os grupos criminosos do México ganharam cerca de um bilião de pesos (perto de 40 mil milhões de euros), entre 2016 e 2018, revelou na segunda-feira a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Governo mexicano.

Grupos criminosos do México ganharam quase 40 mil milhões em dois anos
Notícias ao Minuto

06:14 - 22/09/20 por Lusa

Mundo México

Durante a presidência de Andrés Manuel López Obrador, que lidera o país desde 2018, o Governo já bloqueou 25.337 contas bancárias a 3.627 pessoas, num total de 5.678 milhões de pesos (cerca de 225 milhões de euros) e de 293 milhões de euros, destacou o responsável pela UIF, Santiago Nieto.

"Os fluxos financeiros ilícitos aumentaram. O México está a trabalhar numa metodologia para medir o volume de proveitos ilícitos que são gerados com uma grande exatidão", acrescentou Nieto durante a apresentação da Estratégia Nacional de Risco (ENR), citado pela agência Efe.

Santiago Nieto acrescentou que o Governo do México regista 19 organizações criminosas, duas delas com alcance internacional: o cartel do Pacífico e o cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), o último considerado um dos mais poderosos do mundo.

Estes grupos criminosos diversificaram a sua atividade para além do tráfico de droga, explicou, dedicando-se também a extorsões, sequestros, roubo de combustíveis fósseis, tráfico ilegal de espécies ou tráfico de pessoas, entre outros.

O responsável da UIF lamentou ainda que no anterior mandato, entre 2012 e 2018, tenham crescido organizações de caráter regional na Cidade do México, Michoacán, Tamaulipas e Guerrero.

"O problema mais relevante da criminalidade organizada é precisamente os grupos criminosos e, por isso, o combate deve ser feito através de um mecanismo de cinco eixos", consideriu.

Esses eixos passam pelo combate aos criminosos, às suas estruturas financeiras, à erradicação da corrupção política, a eliminação da corrupção judicial que os liberta e o combate à base de apoio por cidadãos, através de programas de inclusão.

Santiago Nieto destacou ainda que o México ocupa agora o 130.º lugar entre 180 países no Índice de Perceções de Corrupção (IPC), um 'ranking' anualmente publicado pela Transparency Internacional, sendo oito lugares acima daquele registado em governações anteriores.

O presidente da Comissão Nacional de Bancos e Valores Mobiliários (CNBV), Juan Pablo Graf, e o chefe da Unidade de Bancos, Valores Mobiliários e Poupança, Jorge Meléndez, também participaram na apresentação da Estratégia Nacional de Risco.

O responsável pela CNBV sublinhou a importância da diminuição do uso do dinheiro físico no combate ao branqueamento de capitais ou em transações ilícitas, assinalando que a percentagem de adultos com contas em bancos cresceu para 47% em 2018, face aos 36% em 2012.

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