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Italianos vão às urnas para eleições regionais e referendo

Roma, 18 set 2020 (Lusa) -- Os italianos vão votar, entre domingo e segunda-feira, num referendo e em eleições regionais, com o fantasma da vitória da extrema-direita a pairar e num contexto do ressurgimento do novo coronavírus na Europa.

Italianos vão às urnas para eleições regionais e referendo
Notícias ao Minuto

10:48 - 18/09/20 por Lusa

Mundo Itália

Inicialmente programadas para o final de março, estas duas eleições foram adiadas várias vezes devido à pandemia de covid-19, que matou já cerca de 36.000 pessoas na Itália.

O Governo italiano escolheu agora distribuir a votação por dois dias para evitar multidões.

Segundo alguns cientistas políticos, desta vez as eleições regionais terão menos valor como teste nacional.

As questões de saúde, que são uma responsabilidade das regiões, serão levadas mais em conta pelos eleitores e estes irão avaliar a gestão da pandemia do novo coronavírus pelos responsáveis locais e não pelo Governo.

Sete das 20 regiões italianas -- com mais de 20 milhões de habitantes -- são chamadas a eleger os seus respetivos governantes.

Todos os olhos estão voltados para três delas, onde uma vitória da direita pode abalar o Governo do primeiro-ministro, Giuseppe Conte, apoiado pela coligação entre o Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e o Partido Democrata (PD, centro-esquerda).

As três regiões em questão são a Campânia -- onde fica de Nápoles -, Puglia e principalmente a Toscana, bastião da esquerda há mais de meio século e onde as urnas colocam candidatos da esquerda e da direita muito próximos.

As outras quatro regiões onde irão ocorrer eleições são Vale de Aosta, Veneto, Ligúria e Marche.

A coligação de direita formada pela Liga (partido de Matteo Salvini - extrema-direita), Irmãos de Itália (FDI, de Giorgia Meloni - extrema-direita), e a Força Itália (de Silvio Berlusconi - direita), está unida em todas as regiões.

Já a coligação do Governo - PD e M5S - está dividida em todas as regiões, exceto na Ligúria (noroeste), onde foi encontrado um candidato comum.

Líderes políticos de todos as orientações, no entanto, garantem que os resultados das eleições regionais, que devem ser conhecidos na noite de segunda-feira, não terão influência no destino do Governo.

"Na Itália, votamos a cada cinco a seis meses. Se cada eleição tivesse um impacto no Governo, então a cada cinco a seis meses deveríamos discutir uma possível mudança de governo", disse à agência de notícias AFP Luigi Di Maio, ministro dos Negócios Estrangeiros e principal dirigente do M5S.

O próprio Matteo Salvini afirmou que "as eleições regionais não dizem respeito ao Governo".

Quanto ao referendo nacional, sobre a redução do número de parlamentares, promessa de campanha do M5S com o objetivo de poupar dinheiro, parece caminhar para uma vitória fácil, com os outros partidos também a apelarem pelo 'sim'.

O número de representantes eleitos cairia de 945 para 600.

Hoje, a Itália tem o segundo maior parlamento da Europa, atrás do Reino Unido (cerca de 1.400) e à frente da França (925).

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