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Israelita condenado por cumplicidade na morte de família palestiniana

Um tribunal de Israel condenou hoje a três anos e meio de prisão efetiva um israelita pela sua participação na morte de um bebé palestiniano e de seus pais, que morreram num incêndio criminoso de sua casa em 2015.

Israelita condenado por cumplicidade na morte de família palestiniana

Menor quando ocorreram os acontecimentos e hoje com 22 anos, o jovem, cuja identidade não foi revelada, declarou-se culpado por participação num "crime racista", mas não pelas mortes motivadas pelo atentado.

Em 2019 a justiça tinha-o já condenado por "envolvimento numa organização terrorista", em referência ao grupo de colonos radicais que contestam a autoridade do Estado de Israel, mas a sua punição apenas foi hoje anunciada pelo tribunal de Lod, no centro do país.

"O tribunal teve em consideração as confissões do menor, mas passou a mensagem de que quem comete crimes racistas e integra uma organização terrorista será punido com prisão efetiva", afirmou o ministério da Justiça em comunicado.

O jovem deverá ainda permanecer dez meses na prisão para cumprir a totalidade da pena desde a sua detenção, precisou o ministério. Os seus advogados anunciaram que vão recorrer perante o Supremo tribunal.

Na segunda-feira, o mesmo tribunal de Lod condenou Amiram Ben-Uliel, 25 anos, a um total de "três penas" de prisão perpétua pelas mortes do bebé palestiniano e de seus pais.

Em julho de 2015, Ali Dawabcheh, com 18 meses, foi queimado vivo durante o sono após o lançamento de 'cocktails molotov' [engenhos incendiários] para o interior de sua casa em Duma, na Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel desde 1967.

O seu pai, Saad, e sua mãe, Riham, também surpreendidos durante o sono, sucumbiram às queimaduras nas semanas seguintes. Apenas sobreviveu o seu irmão Ahmed, então com quatro anos.

Este ataque ocorreu no decurso de uma vaga de ataques de extremistas judeus contra palestinianos na Cisjordânia ocupada, mas os acontecimentos em Duma originaram a condenação generalizada de todo o espetro político israelita.

Ben-Uliel pertencia a um movimento designado "Hilltop Youth", um grupo de jovens que construiu colonatos não autorizados nas regiões mais elevadas da Cisjordânia e que os palestinianos reivindicam como parte integrante do Estado que pretendem estabelecer.

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