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"Mata tudo o que vês". Soldados de Myanmar admitem massacre de Rohingya

Os testemunhos de dois soldados parecem comprovar as suspeitas de que o exército de Myanmar tentou erradicar esta minoria muçulmana. Os dois homens já se encontram em Haia e poderão ser os primeiros a ser julgados pelo Tribunal Penal Internacional.

"Mata tudo o que vês". Soldados de Myanmar admitem massacre de Rohingya
Notícias ao Minuto

10:04 - 09/09/20 por Fábio Nunes 

Mundo Massacre dos Rohingya

Dois soldados do exército de Myanmar, conhecido como Tatmadaw, confessaram ter recebido e obedecido a ordens dos seus superiores para massacrarem os Rohingya no Myanmar, adianta o The New York Times. Os seus testemunhos foram gravados em vídeo pela milícia rebelde e trata-se da primeira vez em que soldados do Tatmadaw admitem publicamente ter participado numa campanha de genocídio, como as Nações Unidas já definiram o massacre dos Rohingya.

Os dois soldados confessam ter participado em execuções, violações, na destruição de aldeias e nos enterros dos corpos em valas comuns.

Um dos soldados, Myo Win Tun, contou que em agosto de 2017 o seu superior deu-lhe instruções claras. “Mata tudo o que vês e tudo o que ouves”. Admitiu ter obedecido a essa ordem e ter participado no massacre de 30 pessoas da minoria étnica muçulmana. Depois enterrou-os numa vala comum.

Por volta da mesma altura, noutra aldeia, Zaw Naing Tun revelou que o seu batalhão e outro receberam ordens semelhantes: “Mata tudo o que vês, quer sejam crianças ou adultos”. “Arrasámos cerca de 20 aldeias”, acrescentou.

Os dois homens foram transportados de avião para Haia, nos Países Baixos, esta segunda-feira. É nesta cidade que está sediado o Tribunal Penal Internacional, que está a analisar se os líderes do exército de Myanmar cometeram crimes de larga escala contra os Rohingya.

Os crimes descritos pelos dois soldados ecoam as violações de direitos humanos relatadas nos últimos anos pelos refugiados Rohingya.

“Este é um momento monumental para os Rohingya e para o povo de Myanmar na sua contínua luta pela justiça. Estes homens podem ser os primeiros perpetradores dos crimes em Myanmar a serem julgados no Tribunal Penal Internacional”, frisou Matthew Smith, CEO da Fortify Rights, uma organização não-governamental de direitos humanos.

Mais de um milhão de refugiados Rohingya vive agora em campos de refugiados no Bangladesh. A Doctors Without Borders estima que pelo menos 6.700 Rohingya, incluindo 730 crianças, foram mortos entre agosto e o final de setembro de 2017.

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