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NATO nega concentração de forças junto à fronteira bielorrussa

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, negou hoje que a Aliança esteja a reagrupar forças ao longo da fronteira com a Bielorrússia, como denunciaram as autoridades de Minsk.

NATO nega concentração de forças junto à fronteira bielorrussa
Notícias ao Minuto

15:05 - 26/08/20 por Lusa

Mundo NATO

Em declarações feitas antes da reunião informal de ministros da Defesa da União Europeia, realizada hoje em Berlim, Stoltenberg reconheceu que a Aliança segue de perto e está "muito preocupada" com a situação na Bielorrússia, mas sublinhou que não está a mobilizar tropas.

"É totalmente falso", repetiu duas vezes o secretário-geral da NATO.

Na sua opinião, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, está a usar a NATO como "desculpa" e "pretexto" para reprimir violentamente as manifestações pacíficas contra o seu Governo por irregularidades cometidas nas últimas eleições presidenciais, de 09 de agosto.

A repressão das autoridades bielorrussas é "inaceitável" e "injustificável", afirmou Stoltenberg, que apelou ao respeito pela "integridade", "soberania" e "independência" da Bielorrússia.

A situação nessa ex-república soviética, indicou, é um dos temas da agenda da reunião informal dos ministros da Defesa da UE, onde também será abordada a situação da Líbia e no Mali, bem como as tensões no Mediterrâneo Oriental entre a Turquia e a Grécia, dois membros da NATO.

Ainda hoje, a Lituânia propôs uma lista de pessoas que considera responsáveis por fraude eleitoral e violência contra manifestantes pacíficos na vizinha Bielorrússia, enquanto a UE está ainda a avaliar quem deve ser punido.

A lista elaborada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros lituano propõe sanções contra 118 indivíduos suspeitos de envolvimento em repressões brutais contra manifestantes, dos quais 30 são suspeitos de fraude eleitoral, sendo Lukashenko um deles.

O chefe da diplomacia lituana, Linas Linkevicius, afirmou que a lista inclui pessoas responsáveis pelo "uso de violência e, possivelmente, crimes contra os cidadãos", referindo membros da polícia especial, serviços secretos, Ministério Público e da comissão eleitoral da Bielorrússia.

"Pelo menos essas pessoas não poderão vir aqui fazer compras depois de baterem em pessoas nas suas casas", vincou.

Esta lista será ainda revista pela ministra do Interior da Lituânia, Rita Tamasuniene, que detém a autoridade final para decidir sobre a imposição de sanções. Se aprovada, os indivíduos sancionados serão proibidos de entrar na vizinha Lituânia, que fica a norte da Bielorrússia.

Os líderes da UE disseram que estão a preparar uma lista de bielorrussos que enfrentam sanções por fraude eleitoral e repressão aos manifestantes e os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 vão debater a questão na reunião informal de dois dias que começa na quinta-feira, em Berlim.

Pessoas na lista de sanções da UE seriam impedidas de entrar nos 27 países membros do bloco europeu e teriam os seus bens congelados. A Bielorrússia não faz parte da UE.

A Lituânia, uma pequena nação da União Europeia, desempenhou um papel importante nos protestos na Bielorrússia ao dar refúgio à candidata da oposição Svetlana Tikhanovskaya.

Outros dois países bálticos e membros do bloco europeu, Letónia e Estónia, estão também a elaborar listas de sanções que impediriam os quadros governamentais bielorrussos de entrarem nos seus territórios.

De acordo com a agência BNS, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevic, disse que o seu governo está em coordenação com a Lituânia e a Estónia.

"O nosso objetivo são as sanções da UE. Estamos a seguir este caminho para enviar um sinal claro de que não queremos ver uma série de funcionários no nosso país e instamos a UE a trabalhar mais rápido", afirmou Rinkevics.

A Bielorrússia está a ser palco de uma onda de protestos contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a UE, consideram fraudulenta.

O país entrou na terceira semana de protestos populares, na sequência das eleições de 09 de agosto, que segundo os resultados oficiais reconduziram Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, a um sexto mandato, com 80% dos votos.

A oposição denuncia a eleição como fraudulenta e milhares de bielorrussos saíram às ruas por todo o país para exigir o afastamento de Lukashenko.

Em resposta ao agravamento da crise, a UE acordou impor sanções contra as autoridades bielorrussas ligadas à repressão e à fraude eleitoral.

A principal adversária de Lukashenko nas presidenciais, Svetlana Tikhanovskaya, que segundo os números oficiais obteve 10% dos votos, refugiou-se na Lituânia dois dias após as eleições.

Os protestos têm sido duramente reprimidos pelas forças de segurança, com quase 7.000 pessoas detidas, dezenas de feridos e pelo menos três mortos.

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