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Venezuela: Supremo impõe nova direção a partido pró-regime Tupamaro

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ) suspendeu na terça-feira a direção do partido Tupamaro, uma organização venezuelana de ideologia comunista que faz parte do Grande Polo Patriótico, composta por partidos que apoiam o regime.

Venezuela: Supremo impõe nova direção a partido pró-regime Tupamaro

A decisão do STJ contra o Tupamaro é a primeira medida do género contra uma organização afeta ao regime e eleva para quatro os partidos alvo de igual decisão, depois dos opositores Ação Democrática, Primeiro Justiça e Vontade Popular.

"Decreta [o STJ] medida cautelar de proteção constitucional que consiste na suspensão da atual direção nacional da organização com fins políticos do Partido das Tendências Unificadas para Alcançar um Movimento de Ação Revolucionária Organizada (Tupamaro)", lê-se no texto da sentença 119.

O STJ ordena ainda que o partido seja reestruturado e nomeia uma junta de direção provisória, presidida por Williams José Benavides Rondón.

A nova direção do Tupamaro poderá usar o cartão eleitoral, os símbolos, emblemas, cores e conceitos do partido.

Por outro lado, o STJ suspende os atos de expulsão ou exclusão e suspensão partidária do Tupamaro.

O atual secretário-geral do Tupamaro, José Pinto Marrero, encontra-se detido, juntamente com outros dois indivíduos, desde o passado dia 15 de junho, no âmbito de uma investigação relacionada com o assassínio do jovem venezuelano George Soto Berroterán, de 16 anos de idade.

O Tupamaro é um dos partidos afetos ao regime que já tinha manifestado a sua disposição de participar nas eleições parlamentares previstas para 06 de dezembro, em apoio ao Presidente Nicolás Maduro.

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela suspendeu as direções do Primeiro Justiça e da Ação Democrática em 16 de junho e a liderança da Vontade Popular em 07 de julho, tendo nomeado juntas provisórias de direção, e ordenou a reestruturação dos três partidos e a suspensão da expulsão de militantes.

A oposição diz tratar-se de uma manobra de preparação "para uma nova farsa eleitoral", em que o regime, liderado pelo chefe de Estado Nicolás Maduro, decidirá quem preside aos partidos.

A Venezuela tem, desde janeiro, dois parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Juan Guaidó, e um pró-regime, liderado por Luís Parra, que foi expulso do partido opositor Primeiro Justiça, mas que continua a dizer que é da oposição.

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