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Família do ex-PM libanês Rafic Hariri aceita decisão do tribunal

O filho do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri afirmou hoje aceitar a decisão do Tribunal Especial para o Líbano, que hoje considerou culpado da morte do pai Salim Ayyash, presumível membro do grupo xiita libanês Hezbollah.

Família do ex-PM libanês Rafic Hariri aceita decisão do tribunal
Notícias ao Minuto

16:35 - 18/08/20 por Lusa

Mundo Saad Hariri

"O tribunal estatuiu e, em nome da família do antigo primeiro-ministro Rafic Hariri, e em nome das famílias dos mártires e vítimas, aceitamos a decisão do tribunal", disse Saad Hariri aos jornalistas logo após ter sido anunciado o veredicto.

"Hoje descobrimos todos a verdade", acrescentou Saad Hariri, que também foi primeiro-ministro do Líbano, entre 2009 e 2011 e entre 2016 e janeiro deste ano.

Os juízes do Tribunal Especial para o Líbano consideraram hoje "provadas as acusações" contra Salim Ayyash, presumível membro do grupo xiita libanês Hezbollah, na preparação do ataque "com intenção de homicídio" contra o antigo primeiro-ministro Rafic Hariri, em 2005.

"Apesar de não ter agido sozinho, teve um papel importante na preparação do ataque, pelo que é culpado das acusações", assegurou o juiz presidente do tribunal, David Re, que deu também conta de que três outros acusados -- Hussein Hassan Oneissi, Hassad Hassan Sabra e Hassan Habib Merhi -- foram absolvidos.

Rafic Hariri, primeiro-ministro até à sua demissão, em outubro de 2004, foi assassinado em fevereiro de 2005, quando um camião armadilhado atingiu o veículo blindado em que seguia numa estrada costeira de Beirute. No atentado, morreram também 21 outras pessoas, enquanto 226 ficaram feridas.

Os quatro acusados, todos presumíveis membros do movimento xiita Hezbollah, foram julgados à revelia.

Ayyash foi considerado culpado por corresponsabilização de um "ataque terrorista com material explosivo", bem como por "homicídio voluntários" de Hariri e das 21 pessoas que também morreram.

David Re absolveu os restantes três acusado da responsabilidade de "conspiração" na preparação do ataque terrorista de fevereiro de 2005, uma vez que não foi provado que sabiam da intenção de assassinar o antigo primeiro-ministro libanês.

O Hezbollah, que rejeita qualquer envolvimento, recusou entregar os suspeitos, apesar dos vários mandados de captura emitidos pelo Tribunal Especial para o Líbano.

A decisão do Tribunal Especial para o Líbano esteve para ser anunciada a 06 deste mês, mas acabou por ser adiada "em sinal de respeito às incontáveis vítimas" para hoje por, no dia 04, Beirute ter sido palco de duas explosões no porto da capital libanesa, que provocaram 180 mortes, cerca de 6.000 feridos e mais de 30 desaparecidos e deixando mais de 300.000 habitantes sem casa.

As violentas explosões tiveram origem, segundo o então primeiro-ministro libanês, Hassan Diap (atualmente em funções uma vez que apresentou a demissão a deste mês), em materiais explosivos -- 2.750 toneladas de nitrato de amónio - armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O coletivo do Tribunal não pronunciou a sentença de Ayyash, deixando-a para mais tarde -- não indicou quando -, mas o condenado arrisca a pena de prisão perpétua se, um dia, comparecer na justiça.

"Ao fim de seis anos [de julgamento], esperamos sinceramente que o veredicto de hoje vos permita fazer o luto", declarou David Re, dirigindo-se aos familiares das vítimas, lembrando terem sido ouvidas perto de 300 testemunhas e examinados mais de 3.000 indícios de prova.

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