Meteorologia

  • 25 SETEMBRO 2020
Tempo
20º
MIN 15º MÁX 22º

Edição

Beirute. "Exército e as forças de segurança dispararam contra multidões"

A denúncia é da Amnistia Internacional, que acusa as autoridades de usarem "a força de forma imprudente e ilegal".

Beirute. "Exército e as forças de segurança dispararam contra multidões"

Na sequência dos protestos em Beirute, concluiu uma investigação da Amnistia Internacional que o "exército e as forças de segurança do Líbano, bem como homens não identificados que usavam roupas civis, dispararam contra multidões desarmadas".

Mediante depoimentos de vítimas, testemunhas oculares e médicos, bem como da análise de vídeos, a Amnistia Internacional Portugal explica, em comunicado enviado às redações, que foram disparadas contras multidões balas de borracha, gás lacrimogéneo e outras munições. "As autoridades utilizaram a força de forma imprudente e ilegal", acusa a organização.

Vídeos analisados pelo Crisis Evidence Lab da Amnistia Internacional dão conta do "uso punitivo da força de atirar para ferir, indicando que as autoridades pretendiam punir os manifestantes e dissuadir outros de protestar. A análise também confirmou que membros da força de segurança à civil atiraram contra a multidão", refere ainda o comunicado.

Ainda de acordo com testemunhos, alguns disparos "foram realizados a curta distância e ao nível do peito", sendo que nas unidades de saúde deram entrada vítimas com ferimentos na cara e lesões oculares.

“Com as suas vidas em ruínas e ainda a recuperarem do trauma físico e emocional provocado pela explosão, milhares de pessoas saíram às ruas no Líbano para pedir justiça. Em vez disso, foram visadas pelas forças do Estado com disparos e gás lacrimogéneo”, destaca a diretora de investigação para o Oriente Médio da Amnistia Internacional, Lynn Maalouf.

“As forças de segurança libanesas causaram vários ferimentos graves e minaram ainda mais a confiança de uma população que já luta com múltiplas crises. Todos os responsáveis por esta conduta violenta revoltante devem ser minuciosamente investigados e responsabilizados pelas suas ações criminosas", acrescenta a responsável.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo quarto ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório