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Bielorrússia: EUA "muito preocupados" com reeleição de Lukashenko

A administração norte-americana disse hoje estar "muito preocupada" com a reeleição do Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, após um escrutínio cujos resultados geraram controvérsia e deram origem a manifestações, reprimidas com recurso à violência.

Bielorrússia: EUA "muito preocupados" com reeleição de Lukashenko

"Pedimos ao Governo bielorrusso que respeite o direito à manifestação pacífica e evite o uso da força", destacou a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, em conferência de imprensa.

"A intimidação de candidatos da oposição e a detenção de manifestantes pacíficos e de jornalistas prejudicaram o processo eleitoral", acrescentou, citada pela agência AFP.

As autoridades bielorrussas anunciaram hoje oficialmente a vitória com 80,23% dos votos, de Alexander Lukashenko, há 26 anos no poder e reeleito para um sexto mandato, após uma eleição presidencial marcada por fortes suspeitas de irregularidades.

A candidata da oposição na Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaia, rejeitou hoje os resultados oficiais das presidenciais de domingo e pediu ao Presidente, considerado o vencedor, que ceda os comandos do país.

"O poder deve refletir como pode ceder-nos o poder. Considero-me vencedora das eleições", disse hoje a candidata à imprensa, denunciando a repressão das manifestações de domingo à noite contra a reeleição do Presidente.

Durante a madrugada de domingo para segunda-feira, dezenas de pessoas ficaram feridas durante os protestos, que tiveram maior incidência em Minsk.

Nos protestos, que degeneraram em confrontos com a polícia, um manifestante morreu e dezenas de outros ficaram feridos, segundo dados avançados pela organização não-governamental (ONG) bielorrussa de defesa dos direitos humanos Viasna.

"Um jovem foi vítima de um traumatismo craniano depois de ter sido atingido por um veículo" das forças da ordem durante as manifestações no centro da cidade, disse a ONG através de um comunicado.

A Viasna acrescenta que há dezenas de pessoas feridas e que se encontram neste momento em hospitais de Minsk, embora a contestação se tenha estendido a outras cidades do país.

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