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Bielorrússia. Polícia afirma "controlar a situação" após eleições

As autoridades terão garantido o "controlo da situação" na Bielorrússia, onde manifestações não autorizadas foram violentamente dispersas após uma eleição presidencial muito tensa que decorreu no domingo, indicou a agência noticiosa oficial Belta.

Bielorrússia. Polícia afirma "controlar a situação" após eleições
Notícias ao Minuto

04:02 - 10/08/20 por Lusa

Mundo Bielorrússia/Eleições

"A polícia tem o controlo da situação em relação às ações de massas não autorizadas", indicou a agência na rede Telegram, ao citar o Ministério do Interior.

Em Minsk, a capital, as forças policiais recorreram a granadas antimotim face a milhares de manifestantes que protestavam contra o aguardado anúncio da vitória do Presidente Alexander Lukashenko no escrutínio.

De acordo com diversos media, incluindo a rádio RFE/RL, registaram-se vários feridos entre os manifestantes, com a difusão de imagens de pessoas com as caras ensanguentadas.

Os media da oposição da RFE/RL referiram-se ao recurso de granadas sonoras e balas de borracha para dispersar os manifestantes no centro de Minsk, onde milhares de manifestantes se reuniram durante a noite em diversos locais. Foi ainda divulgada a ocorrência de confrontos entre manifestantes e a polícia.

Segundo estas informações, terão ainda ocorrido intervenções policiais durante concentrações da oposição em diversas cidades do país.

No domingo, as autoridades deslocaram para Minsk um significativo dispositivo policial, incluindo centenas de homens e veículos antimotim.

A campanha eleitoral para as presidenciais foi assinalada por uma mobilização sem precedentes em apoio de Svetlana Tikhanovskaia, sem experiência política prévia.

Na noite de domingo, Tikhanovskaia considerou ser apoiada pela "maioria" dos cidadãos, ao referir não acreditar nas projeções oficiais que forneciam larga vantagem ao Presidente Alexander Lukashenko.

"Acredito no que veem os meus olhos e vejo que a maioria está connosco", disse Svetlana Tikhanovskaia, ao reagir perante os media à difusão das sondagens realizadas à saída das assembleias de voto e que atribuem 79,7% dos sufrágios ao atual chefe de Estado, no poder há 26 anos.

Segundo a agência noticiosa estatal Belta, a candidata da oposição unificada, Svetlana Tikhanovskaia, terá obtido, segundo as sondagens, 6,8%, resultado muito inferior ao previsto por diversos analistas.

Lukashenko, 65 anos, candidatou-se um sexto mandato consecutivo nas presidenciais.

Desde a chegada de Alexander Lukashenko ao poder, em 1994, nenhuma corrente da oposição conseguiu afirmar-se na paisagem política bielorrussa. Muitos dos seus dirigentes foram detidos, à semelhança do que sucedeu neste escrutínio, e em 2019 nenhum opositor foi eleito para o parlamento.

Os resultados das últimas quatro eleições presidenciais não foram reconhecidos como justos pelos observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que denunciaram fraudes e pressões sobre a oposição.

Pela primeira vez desde 2001, e por não ter recebido um convite oficial a tempo, a OSCE não esteve presente na votação para acompanhar os resultados.

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