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Comissão pede ao Governo boliviano diálogo com manifestantes

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu hoje ao Governo da Bolívia para dialogar com os organizadores das manifestações de oposição, que decorreram nas duas últimas semanas.

Comissão pede ao Governo boliviano diálogo com manifestantes
Notícias ao Minuto

00:19 - 08/08/20 por Lusa

Mundo Bolívia

A entidade sediada em Washington, capital dos Estados Unidos, recomendou, em comunicado, que se avance com "um processo nacional de diálogo e reconciliação desde o mais alto nível do Estado, com o objetivo de neutralizar tensões latentes e hostilidades na sociedade boliviana".

Nas últimas duas semanas, a Bolívia registou manifestações e bloqueios de estradas, levados a cabo por setores sociais que exigem a realização das eleições legislativas em 06 de setembro, data aprovada pelo Parlamento, antes de o organismo eleitoral do país ter adiado o sufrágio para 18 de outubro, com o argumento da emergência sanitária devido à pandemia de covid-19.

A vaga mais recente de protestos e de bloqueios de estradas aconteceu na segunda-feira, principalmente nas cidades de El Alto, a três quilómetros da capital legislativa da Bolívia, La Paz, e de Cochabamba.

A CIDH mostrou-se "extremamente preocupada" com os bloqueios, já que a distribuição de alimentos e de medicamentos foi impedida por explosões de dinamite e até incêndios.

O organismo pan-americano reconheceu ter havido "alguns atos de violência" nos protestos, mas destacou que a Central Operária Boliviana, uma das entidades responsáveis pelos bloqueios de estradas, pediu a passagem de ambulâncias, de medicamentos e de oxigénio.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos pediu ao Governo da Bolívia para agir de maneira proporcional contra quem comete atos violentos numa manifestação.

Já a ministra das Relações Exteriores, Karen Longaric, pediu à CIDH "objetividade e imparcialidade" face aos protestos que disse terem a autoria do Movimento pelo Socialismo (MAS), do ex-presidente boliviano Evo Morales, exilado na Argentina.

"A CIDH não pode ser porta-voz de Evo Morales e seus apoiantes. O viés ideológico da CIDH não ajuda a terminar a violência na Bolívia. Apenas desacredita aquela importante instituição", realçou em videoconferência perante o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ministra desde 13 de novembro de 2019, Karen Longaric acusou ainda Morales e o MAS de "ações violentas e desumanas", pelos bloqueios que afetam os hospitais, e prometeu que o Governo vai usar "todos os meios legais à sua disposição" para proteger a população.

Presidente da Bolívia entre 2006 e 2019, Evo Morales deixou o país em novembro, sob o argumento de que teria sido alvo de um golpe, num contexto de protestos e denúncias de fraude nas eleições de outubro de 2019.

Jeanine Áñez, então senadora da oposição, assumiu a presidência interina do país e é acusada pelos manifestantes de se agarrar ao poder.

As eleições legislativas estavam marcadas para 03 de maio, mas foram adiadas primeiro para setembro e agora para outubro, com a justificação dos efeitos da pandemia de covid-19.

A Bolívia, país com 11,5 milhões de habitantes, registou, até agora, pouco mais de 86 mil casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus e 3.465 mortes, segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos.

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