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Políticos dos EUA negoceiam apoios, dirigente Fed sugere confinamento

Republicanos e democratas continuaram na segunda-feira a negociar medidas de apoio a famílias, empresas e coletividades dos EUA afetadas pela pandemia do novo coronavírus, enquanto um dirigente da Reserva Federal antecipou a necessidade de novo confinamento.

Políticos dos EUA negoceiam apoios, dirigente Fed sugere confinamento
Notícias ao Minuto

07:00 - 04/08/20 por Lusa

Mundo Pandemia

A Casa Branca e os dois dirigentes democratas do Congresso, Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Representantes, e Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, estiveram reunidos durante mais de duas horas.

"Foi produtivo. Avançámos, disse Nancy Pelosi, no final do encontro.

"Há ainda muitas coisas em suspenso, mas penso que há um desejo de fazer qualquer coisa muito rapidamente", acrescentou Schumer.

No centro do desacordo está a verba suplementar paga aos desempregados, de 600 dólares por semana.

Para alguns republicanos, este montante desencoraja os desempregados de procurar trabalho. Os democratas podem aceitar um valor inferior, mas não os 200 dólares avançado pelos republicanos.

Esta ajuda acabou em 31 de julho, quando o desemprego nos EUA atinge milhões de pessoas, por causa da pandemia.

O caráter crucial desta ajuda suplementar foi evidenciado pela economista Diane Swonk que estimou, em nota de análise, que "mais de um terço dos inquilinos receiam não poder pagar a sua renda nos próximos meses", baseada em estudos do serviço de recenseamento sobre o impacto da crise.

Por seu lado, o presidente do banco do Sistema da Reserva Federal (Fed) em Minneapolis, Neel Kashkari, sublinhou, em declarações à CBS, no domingo, que "há de tal maneira menos empregos disponíveis do que trabalhadores" que não é o montante da ajuda que vai penalizar o regresso ao emprego.

Este dirigente da Fed está acompanhado por mais de uma centena de empresários na importância de um novo plano de ajuda.

Na segunda-feira, mais de uma centena de dirigentes de multinacionais norte-americanas, como Walmart, Microsoft ou Merck, além de várias associações profissionais, escreveram aos congressistas a pedir um acordo.

A alternativa, previram, é "uma vaga de encerramentos definitivos" se nada for feito até setembro e "um efeito dominó sobre os empregos destruídos", que pode ser "potencialmente catastrófico" até ao final do ano.

As perspetivas continuam incertas. Rubeela Farooqi, da High Frequency Economics, escreveu que "a indústria está a recuperar, mas parte de níveis muito baixos e as perspetivas são muito incertas, devido à ameaça colocada pelas perturbações repetidas ligadas ao vírus".

Os dirigentes económicos alertam regularmente para o facto de a recuperação da economia estar ligada à trajetória do vírus.

Neel Kashkari defendeu mesmo um confinamento rigoroso, entre quatro a seis semanas, como condição para fazer reduzir o número de casos de infeções e poder então fazer repartir a economia, com recurso, designadamente, a testes massivos.

Sem isto, previu, "a recuperação será mais lenta, para todos".

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