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Ex-assessor de Pompeo julga legítima preocupação com venda de armas

Um ex-assessor do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, considerou "legítimas" as preocupações do Congresso norte-americano sobre a venda de armas à Arábia Saudita, anunciaram hoje três congressistas do Partido Democrata.

Ex-assessor de Pompeo julga legítima preocupação com venda de armas

No âmbito de uma investigação relativa à demissão do inspetor-geral do Departamento de Estado, Steve Linick, em maio último, o senador Robert Menendez e os representantes Eliot Engel e Carolyn Maloney publicaram algumas partes do depoimento de Charles Faulkner, ex-funcionário do departamento, que classificam de "legítimas" as preocupações do Congresso sobre a venda de armas ao país do Médio Oriente, até pela guerra civil em curso no Iémen.

Para os três membros do Partido Democrata, "o testemunho de Faulkner retrata um pequeno grupo de altos funcionários do Departamento de Estado determinados a ignorar preocupações humanitárias legítimas" expressas no Congresso.

A investigação está a ser levada a cabo após o Congresso se ter oposto à adoção de um procedimento de emergência para desbloquear a venda de armas para a Arábia Saudita e aliados deste país por 8,1 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros), que estava também a ser averiguado por Steve Linick.

Os congressistas publicaram as declarações de Charles Faulkner enquanto aguardavam os depoimentos de quatro assessores de Mike Pompeo no âmbito da investigação em curso.

Na semana passada, o secretário de Estado justificou a demissão de Steve Linick com o facto de não ser um bom inspetor-geral.

"Eu sei o que é um bom inspetor-geral. Linick não era", declarou.

Essa oposição à venda de armas surgiu da preocupação dos congressistas com os riscos para os civis do Iémen, país que, desde 2014, se encontra numa guerra civil entre as forças leais ao Governo do Presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, e os rebeldes huthis, que controlam a capital do país, Sanaa, e têm o apoio do Irão.

A guerra causou, até agora, dezenas de milhares de mortes, principalmente civis, de acordo com organizações humanitárias.

As Nações Unidas alertaram, na terça-feira, que a crise humanitária do Iémen é a mais grave do mundo e está no seu pior momento desde o início da guerra.

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