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Harare insultada com afirmações do EFF sobre reforma agrária no Zimbabué

A embaixada do Zimbabué na África do Sul considerou insultuosas as declarações dos Combatentes da Liberdade Económica (EFF, na sigla em inglês), partido de esquerda radical, sobre a reforma agrária no país vizinho.

Harare insultada com afirmações do EFF sobre reforma agrária no Zimbabué

"No passado, tivemos contenção em responder a muitas declarações provocativas do EFF sobre o Zimbabué, mas, nesta ocasião, não podemos permanecer calados diante da pretensão do EFF de saber mais sobre a história e a política do Zimbabué do que os próprios zimbabueanos", refere em comunicado a embaixada do Zimbabué em Pretória.

O comunicado, divulgado este domingo na rede social twitter, adianta que o partido do político sul-africano Julius Malema, antigo líder da juventude do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), no poder na África do Sul desde 1994, "até tem a audácia de querer ensinar aos zimbabueanos, e mesmo o nosso chefe de Estado, sobre a questão da terra no nosso país".

O Governo do Presidente Emmerson Mnangagwa anunciou na semana passada, em Harare, um acordo de indemnização de antigos agricultores brancos no valor de 3,5 mil milhões de dólares americanos (2,9 mil milhões de euros).

"O governo irá trabalhar em parceria com os agricultores e os doadores multilaterais e bilaterais na mobilização de 3,5 mil milhões de dólares americanos requeridos para indemnizar pelos melhoramentos realizados na terra que foi adquirida", indica a nota.

As autoridades Harare consideram que a assinatura do recente acordo global de compensação anunciado "é um passo significativo na unificação dos zimbabueanos nos esforços para finalizar uma questão há muito pendente, altamente emotiva e divisória".

"Este acordo deve ser acolhido por aqueles que realmente desejam bem para o Zimbabué", refere.

"É nossa expectativa que o EFF e outros que desejem comentar sobre a reforma agrária no Zimbabué, que o façam de um ponto de vista informado, objetivo e construtivo, que respeite as lutas e sacrifícios do povo zimbabueano pela sua terra e contribua para a unidade e o progresso do país.", concluiu a nota da embaixada do Zimbabué em Pretória.

Na sexta-feira, 31 de julho, o partido de Julius Malema disse em comunicado, que o Presidente Emmerson Mnangagwa "está profundamente mal informado sobre as reais causas da crise no Zimbabué ou cedeu simplesmente à pressão do mundo da supremacia branca".

"De qualquer modo, esse ato traiçoeiro de indemnizar os colonos brancos com dinheiro que o Zimbabué não tem, não resolverá a crise no país, que é essencialmente uma crise política resultante de anos de mal administração, no centro da qual Mnangagwa se destaca", adiantou a nota do partido de esquerda radical na África do Sul.

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