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Telemóvel do presidente do parlamento catalão foi alvo de espionagem

Telemóvel de Roger Torrent, a segunda pessoa com mais autoridade no governo autónomo, foi atacado por um programa que só pode ser comprado por governos e autoridades policiais. Dirigente independentista atribui ataque ao "Estado espanhol".

Telemóvel do presidente do parlamento catalão foi alvo de espionagem

O telemóvel do presidente do parlamento catalão foi alvo de um programa de espionagem que só pode ser adquirido por administrações governamentais ou forças de segurança para o combate ao crime e ao terrorismo.

Roger Torrent, do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que sucedeu a Carme Forcadell como presidente do parlamento no início de 2018, foi alvo do programa Pegasus, desenvolvido pela companhia israelita NSO. O ataque ao seu telemóvel aconteceu em 2019, de acordo com uma investigação levada a cabo pelo El País e pelo Guardian, que descobriu ainda que mais dois dirigentes pró-independentistas foram também espiados.

A intrusão no iPhone da segunda pessoa com mais autoridade na Catalunha, depois do presidente da Generalitat, Quim Torra, aconteceu no seguimento de uma falha de segurança na aplicação de conversação WhatsApp, que permitiu, entre abril e maio de 2019, introduzir o programa de espionagem em, pelo menos, 1.400 telefones em todo o mundo.

telemóvel de Torrent foi objeto de espionagem quando o dirigente independentista participava em dezenas de encontros políticos e testemunhava perante o Supremo Tribunal durante o julgamento do processo que desembocou, por exemplo, numa pena de 11 anos de prisão para a sua antecessora, Carme Forcadell, pelo delito de sedição.

"Notava coisas estranhas. Apagavam-se mensagens do WhatsApp e históricos de conversação. Não acontecia às pessoas mais próximas", disse Torrent, que atribui o ataque ao "estado espanhol".

De acordo com o explicado pela própria aplicação de mensagens, o programa Pegasus atacava o dispositivo móvel através de uma chamada perdida de vídeo.

O ataque levado a cabo na sequência da falha do WhatsApp foi investigado por um grupo de cibersegurança ligado à Universidade de Toronto, tendo o El País e o Guardian acedido a um certificado emitido pelo mesmo, onde se explica que o presidente do parlamento catalão foi 'hackeado' pelo programa da NSO. O documento recolheu "várias evidências de poderão determinar que Torrent foi monitorizado", assim como mais 130 pessoas "representantes da sociedade civil", em todo o mundo, descrevendo o ataque como um sistema de "espionagem abusiva".

Os investigadores não conseguiram identificar quem ordenou o ataque, mas sublinham que a empresa que criou o programa Pegasus "vende os seus produtos em exclusividade a Governos", facto confirmado pela mesma através da sua página online.

O El País e o Guardian tentaram contactar as autoridades policiais espanholas, mas sem resposta até ao momento. Um porta-voz do governo central indicou que não há conhecimento de que Roger Torrent tenha sido alvo de um ataque deste género, indicando que todas as intervenções são feitas com ordem judicial.

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