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Ministros da UE criticam Turquia por estatuto de catedral e perfurações

Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia criticaram hoje a Turquia pela mudança de estatuto da catedral Hagia Sophia (Santa Sofia), de museu para mesquita, e por perfurações ilegais no Mediterrâneo Oriental.

Ministros da UE criticam Turquia por estatuto de catedral e perfurações
Notícias ao Minuto

11:40 - 13/07/20 por Lusa

Mundo MNE

Na sua primeira reunião presencial em cinco meses, os chefes das diplomacias dos 27 têm hoje no topo da agenda a relação com a Turquia, embora não se preveja que adotem sanções, como pede por exemplo a Grécia.

"Quando vejo o que está a acontecer com Hagia Sophia, é um golpe", afirmou o ministro luxemburguês, Jean Asselborn.

A catedral de Hagia Sophia foi construída no século VI, à entrada do estreito de Bósforo, em Istambul, convertida em mesquita no século XV e transformada em museu em 1934 por decisão do fundador da Turquia secular, Mustafa Kemal Ataturk.

Na sexta-feira, o Conselho de Estado, o tribunal administrativo superior turco, anulou a decisão de 1934 e o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, anunciou momentos depois a abertura às orações muçulmanas do edifício, classificado como Património Mundial pela UNESCO e uma das principais atrações turísticas de Istambul.

Várias outras questões perturbam a relação da União com a Turquia, como a disputa com a Grécia e com Chipre, que acusam a Turquia de fazer prospeções de hidrocarbonetos nas suas águas territoriais, ou o envolvimento de Ancara na Líbia e na Síria.

A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Ann Linde, considerou as movimentações no Mediterrâneo "razão para preocupação" para a UE, mas insistiu que os 27 devem também abordar a situação de direitos humanos e democracia na Turquia.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, esteve na semana passada na Turquia, para abordar as perfurações no Mediterrâneo, mas a posição do chefe da diplomacia europeia, segundo fontes da Comissão, é neste momento a de obter dos ministros um mandato forte para o diálogo com a Turquia, e não a de avançar para mais sanções.

Além da Grécia, cujo ministro dos Negócios Estrangeiros, Nikos Dendias, pede uma lista de novas sanções a Ancara, França deverá assumir uma postura bastante crítica, à luz da tensão entre os dois países a propósito do conflito na Líbia, agravada por um incidente entre navios dos dois países no Mediterrâneo no princípio de junho.

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