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Hungria interdita entrada no país a residentes em vários países

A Hungria vai interditar na terça-feira o acesso a residentes em países africanos, na maior parte dos países asiáticos e em alguns estados europeus, entre medidas que afetam também Portugal, anunciou hoje o Governo, invocando o agravamento mundial da pandemia.

Hungria interdita entrada no país a residentes em vários países
Notícias ao Minuto

14:20 - 12/07/20 por Lusa

Mundo Covid -19

A partir de terça-feira à meia-noite, Budapeste vai introduzir um sistema tricolor e os habitantes dos países classificados como "zona vermelha" não serão autorizados a entrar no país da Europa central, até nova ordem.

"Devemos preservar a nossa segurança para que o vírus não seja introduzido. As taxas de infeção entre nós são baixas e queremos que continuem assim", declarou aos jornalistas Gergely Gulyas, chefe de gabinete do primeiro-ministro, Viktor Orban, na capital.

Os países africanos e asiáticos, à exceção da China e do Japão, são atingidos por esta nova medida.

Na Europa, afeta a Albânia, a Bósnia, a Macedónia do Norte, o Kosovo, a Bielorrússia, o Montenegro e a Ucrânia.

Os residentes húngaros provenientes destes destinos serão autorizados a regressar ao país, mas deverão submeter-se a um teste obrigatório de despistagem do novo coronavírus e a uma quarentena obrigatória de duas semanas, precisou Gulyas.

O sistema de classificação comporta igualmente zonas laranja e verdes. Os viajantes originários da categoria laranja devem confinar-se se não obtiverem resultado negativo no teste de despistagem de coronavírus nos cinco dias após a chegada.

Esta categoria inclui a Bulgária, Portugal, Suécia, Roménia, Reino Unido, Noruega, Sérvia, Rússia, Estados Unidos, China e Japão.

Nenhuma restrição foi imposta às transações com os restantes países classificados como zona verde.

A Hungria, um país membro da União Europeia com 9,8 milhões de habitantes, registou oficialmente, até hoje, 4.234 casos de infeção pelo novo coronavírus e 595 mortes devido à epidemia.

Na semana passada, invocando risco sanitário, o primeiro-ministro anunciou que Budapeste não seguiria uma recomendação da União Europeia destinada a levantar as restrições de viagem relacionadas com o coronavírus, para mais países fora da União.

O abrandamento das restrições nas fronteiras da União, anunciado em 30 de junho, foi deixado à consideração dos Estados-membros e visa ajudar o setor turístico do continente, afetado pela quebra no fluxo internacional de passageiros, devido às restrições adotadas para tentar conter a pandemia.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 565.000 mortos e infetou mais de 12,74 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.660 pessoas das 46.512 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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