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UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade

A chanceler alemã defendeu hoje, em Bruxelas, que a Europa só sairá mais forte da crise da covid-19 se reforçar a coesão e solidariedade, e apelou ao sentido de compromisso dos 27 para um acordo célere sobre o plano de recuperação.

UE só sairá mais forte da crise com reforço da coesão e solidariedade
Notícias ao Minuto

14:11 - 08/07/20 por Lusa

Mundo Alemanha

Num debate no Parlamento Europeu sobre as prioridades da presidência semestral alemã do Conselho da União Europeia, Angela Merkel insistiu que "a Europa enfrenta o maior desafio da sua história" e defendeu que "uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE", exige uma resposta extraordinária.

A chanceler disse esperar, por isso, que ainda este mês os 27 cheguem a acordo sobre as propostas de um Fundo de Recuperação e do orçamento plurianual para 2021-2027.

"A Europa só superará com êxito a crise se conseguir ultrapassar as suas diferenças e identificar soluções comuns. A Europa sairá da crise mais forte do que nunca se reforçarmos a coesão e a solidariedade. Ninguém vai ultrapassar a crise sozinho, estamos todos vulneráveis", advertiu.

Segundo a chanceler, "a solidariedade europeia não é apenas um gesto humanitário, é um investimento sustentado".

Lembrando a proposta de um Fundo de Recuperação de 500 mil milhões de euros que apresentou em conjunto com o Presidente francês, Emmanuel Macron, Angela Merkel congratulou-se por a proposta colocada sobre a mesa pela Comissão Europeia refletir muitas das medidas da proposta franco-alemã, e, a pouco mais de uma semana de uma cimeira na qual os 27 vão tentar chegar a um compromisso, sublinhou a urgência de um acordo.

"Queremos alcançar um acordo rapidamente, antes do verão. Não podemos desperdiçar mais tempo. Os mais fracos e vulneráveis é que sofreriam. Mas para isso precisamos de compromisso por parte de todos. Esta é uma situação extraordinária, sem precedentes na história da UE. E em tempos extraordinárias, a Alemanha está disposta a defender uma soma extraordinária de 500 mil milhões", disse.

Afirmando que a resposta à crise não pode ser pensada apenas no curto prazo, pois a Europa deve apostar em sair da crise "mais forte, inovadora e sustentável", a chanceler alemã sublinhou também a necessidade de acautelar "a dimensão social".

"Acredito firmemente que a dimensão social é tão importante quanto a dimensão económica. Precisamos de uma Europa justa em termos económicos e sociais", declarou.

Precisamente uma semana após ter assumido a presidência do Conselho da União Europeia -- no que constitui o arranque do trio de presidências do qual Portugal faz parte (no primeiro semestre de 2021) -, e numa altura em que o levantamento das restrições devido à covid-19 começa a permitir que sejam retomados eventos presenciais em Bruxelas, Merkel participa na sessão plenária do Parlamento Europeu e em seguida terá uma reunião com os presidentes das instituições, para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, convidou os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e do Parlamento, David Sassoli, assim como a presidência rotativa do Conselho da UE, para um encontro que visa desbravar caminho para um acordo rápido sobre o pacote de recuperação.

Na cimeira de 17 e 18 de julho, os chefes de Estado e de Governo vão tentar chegar a um compromisso em torno da proposta apresentada no final de maio pela Comissão -- com muitos traços comuns com uma proposta franco-alemã avançada pouco antes -, de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros (dois terços dos quais a serem canalizados para os Estados-membros através de subvenções), associado a um Quadro Financeiro Plurianual para os próximos sete anos num montante de 1,1 biliões de euros.

O Conselho Europeu da próxima semana constitui de resto o tema de um outro debate que terá lugar também hoje à tarde no Parlamento Europeu, com a participação de Charles Michel, que ainda esta semana deverá apresentar aos 27 uma proposta revista com base na da Comissão Europeia, que será o ponto de partida para as negociações.

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