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Serviços de resgate recomeçam buscas em mina do Myanmar. Há 166 mortos

Os serviços de resgate de Myanmar continuam hoje à procura de pessoas desaparecidas após o deslizamento de terra registado na quinta-feira numa mina de jade do norte do país, que já provocou 166 mortes.

Serviços de resgate recomeçam buscas em mina do Myanmar. Há 166 mortos
Notícias ao Minuto

10:04 - 03/07/20 por Lusa

Mundo Myanmar

Este foi o pior desastre da indústria do jade de Myanmar (antiga Birmânia), um setor opaco e pouco regulamentado, onde as condições de trabalho são perigosas, sobretudo durante as monções que decorrem nesta fase do ano.

Até agora, foram encontrados 166 mortos e 54 feridos foram transportados para hospitais da região, segundo bombeiros.

Os cadáveres foram colocados em filas, por cima de lonas, onde os familiares se dirigem para os identificar e meditar, como se vê em vários vídeos divulgados nas redes sociais.

Muitos dos mortos eram menores que pertenciam ao grupo étnico designado como Rakhine ou Arakanese, disse o Partido Nacional Arakan (ANP), que apresentou condolências às famílias.

O deslizamento de terra ocorreu na região mineira de Hpakant, perto da fronteira chinesa, quando, após uma chuva muito forte, montes de pedras caíram no lago, causando ondas de lama que submergiram os mineiros.

Os deslizamentos de terra são frequentes nesta região pobre e de difícil acesso, que se assemelha a uma paisagem lunar devido ao trabalho de grandes grupos de mineração.

Para conter esta exploração ilimitada de minas, o Governo de Myanmar impôs uma moratória às novas licenças de mineração em 2016 e proibiu as empresas de explorar áreas com mais de dois hectares.

Como resultado, muitas minas grandes fecharam e deixaram de ser vigiadas, o que permitiu o regresso de vários mineiros independentes.

Vindos de comunidades étnicas desfavorecidas, estes mineiros operam quase clandestinamente nos locais abandonados pelas escavadeiras.

Uma das riquezas de Myanmar é a existência de grandes quantidades de pedras preciosas no seu subsolo sendo que, em 2014, só o jade rendeu ao país quase 27,5 mil milhões de euros no mercado mundial, 10 vezes o número oficial, de acordo com um relatório publicado em 2015 pela organização não governamental Global Witness.

O comércio de pedras preciosas ajuda a financiar os dois lados de uma guerra civil de décadas entre os insurgentes da etnia Kachin e os militares birmaneses.

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