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Turquia exige a França pedido de desculpas por incidente no Mediterrâneo

O Governo turco quer um pedido de desculpas "incondicional" da França por alegadamente ter divulgado informações falsas sobre um incidente entre forças navais dos dois países, no Mediterrâneo.

Turquia exige a França pedido de desculpas por incidente no Mediterrâneo

A França denunciou que a sua fragata Courbet foi "iluminada" por três vezes pelo radar naval turco, em 10 de junho, quando se tentatva aproximar de um navio civil com bandeira da Tanzânia, suspeito de envolvimento em tráfico de armas para a Líbia, tendo sido escoltada por três navios de guerra turcos.

A fragata francesa fazia parte de uma missão da NATO, que fazia patrulhamento no mar Mediterrâneo, e as autoridades militares francesas denunciaram o comportamento da Marinha turca como um ato hostil.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, exigiu hoje ao Governo francês um pedido de desculpas "incondicional" por ter divulgado informações falsas sobre este episódio no Mediterrâneo.

"Esperamos que a França peça desculpas. E que peça desculpas incondicionalmente", disse o chefe da diplomacia turca, durante uma conferência de imprensa, em Berlim, onde se encontrou com o seu homólogo alemão, Heiko Maas.

"Não é aceitável que a França se dedique a fazer alegações falsas e aja contra a Turquia", acrescentou Cavusoglu, que acusa as autoridades francesas de "não terem dito a verdade à União Europeia e à NATO".

"As alegações de que os nossos navios retiveram (navios franceses) não são verdadeiras", acusou o ministro turco, prometendo enviar à NATO, de que ambos os países são membros, relatórios e documentos comprovativos da sua versão.

A NATO confirmou apenas que os investigadores identificaram o incidente no Mediterrâneo no relatório, que se encontra sob o rótulo de "classificado", rejeitando esclarecer as suas conclusões.

O Governo francês disse que enviou uma carta à NATO, na terça-feira, dizendo que vai interromper a sua participação na missão que a Aliança desenvolve no Mediterrâneo e acusa a Turquia de violar repetidamente o embargo de armas à Líbia, classificando o Governo turco como um obstáculo para a paz no Médio Oriente.

Na conferência de imprensa de hoje, em Berlim, e ao lado de Cavusoglu, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão disse que "é extremamente importante que as relações entre a França e a Turquia sejam construtivas", dizendo esperar que seja possível "um diálogo construtivo, aberto e transparente".

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