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Descartada participação do Escritório do Crime no caso Marielle Franco

O delegado brasileiro Daniel Rosa, da cidade do Rio de Janeiro, afirmou hoje que o grupo miliciano conhecido como Escritório do Crime não teve envolvimento com a morte da ativista Marielle Franco.

Descartada participação do Escritório do Crime no caso Marielle Franco
Notícias ao Minuto

18:52 - 30/06/20 por Lusa

Mundo Brasil

Em entrevista à TV Globo, Daniel Rosa afirmou que a participação do grupo no crime "foi uma das linhas de investigação. Essas pessoas foram investigadas, e concluiu-se que no momento da execução da vereadora [Marielle Franco], elas estavam no restaurante aqui na Barra da Tijuca matando o Marcelo Diotti".

Na manhã de hoje, as polícias do Rio de Janeiro realizaram uma operação contra líderes do Escritório do Crime numa investigação sobre o homicídio de Marcelo Diotti da Mata, também ocorrido em março de 2018, e na tentativa de execução de um polícia reformado.

Até estes esclarecimentos, o grupo criminoso ainda era considerado suspeito de envolvimento no assassínio de Marielle Franco.

Os agentes da polícia do Rio de Janeiro cumpriram hoje seis mandados de prisão, além de 31 mandados de busca e apreensão em vários pontos da cidade.

Segundo o jornal O Globo, o principal alvo era Leonardo Gouvea da Silva, conhecido como 'Mad', que foi preso em casa e que negou imediatamente qualquer ligação à morte da ativista.

Investigadores acreditam que 'Mad' terá chefiado um grupo que assassinou o empresário Marcelo Diotti da Mata, na zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 14 de março de 2018, mesma data da execução de Marielle Franco.

Investigadores chegaram a relacionar os casos, mas como os crimes aconteceram em áreas distantes praticamente à mesma hora descartaram publicamente agora essa hipótese.

O assassínio a tiro de Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, gerou uma grande comoção no Brasil e no mundo. A vereadora, negra, homossexual e de uma favela, destacou-se pelo seu trabalho como defensora dos direitos humanos e pelas suas denúncias contra a violência policial no Rio de Janeiro.

As investigações à sua morte continuam a decorrer, tendo sido para já detidos os dois alegados autores materiais, faltando ainda determinar quem foi o autor moral.

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