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Chefe de polícia demite-se após morte durante detenção em abril

Carlos Ingram-Lopez morreu após uma paragem cardiorrespiratória enquanto estava de barriga para baixo. Pediu água e disse que não conseguia respirar, mas os agentes só repararam quando já estava sem sentidos.

Chefe de polícia demite-se após morte durante detenção em abril
Notícias ao Minuto

18:14 - 25/06/20 por Notícias Ao Minuto

Mundo Violência policial

O chefe da polícia de Tucson, no estado do Arizona, apresentou a sua demissão esta quarta-feira, numa conferência de imprensa onde o departamento mostrou o vídeo de um homem - Carlos Ingram-Lopez, de 27 anos - que morreu durante a detenção, em abril.

Chris Magnus deu uma explicação do incidente, antes de mostrar as imagens, indicando que estas são pouco claras. "Os agentes mantiveram o senhor Ingram-Lopez de barriga para baixo durante cerca de 12 minutos. O senhor Ingram-Lopez entrou em paragem cardiorrespiratória e, apesar dos esforços dos agentes para o reanimar, foi declarado morto no local pelos paramédicos", disse.

Durante a detenção, enquanto estava algemado e no chão, o homem pediu repetidamente por água e disse que não conseguia respirar. Os agentes cobriram-no com mantas e depois de 12 minutos perceberam que estavam sem sentidos. Administraram um medicamento para casos de sobredosagem de drogas e, verificando que não surtira efeito, iniciaram as manobras de reanimação até à chegada dos paramédicos. Pode ver o vídeo, não editado, abaixo.

O relatório da autópsia, citado pela CBS, indica que Ingram-Lopez morreu em resultado de uma paragem cardiorrespiratória, de uma intoxicação por uso de cocaína e de uma condição cardíaca.

Ainda assim, Magnus admitiu que existiu má prática. "Determinamos que três dos agentes envolvidos cometeram várias violações das regras e falharam em tratar o incidente de acordo com o treino que receberam", disse, sublinhando, porém, que nenhum dos agentes usou pistola de choques elétricos [taser] ou a técnica de imobilização com o joelho ou com o braço no pescoço.

Os três agentes em causa entregaram as suas cartas de demissão a 18 de junho e não foram acusados de nenhum crime até ao momento, mas Magnus indicou que poderá acontecer.

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