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ONU e Liga Árabe pedem que Israel abandone planos de anexar Cisjordânia

O secretário-geral da ONU e a Liga Árabe pediram hoje a Israel que abandone os planos para anexar partes da Cisjordânia, que prejudicam os esforços internacionais para a paz no Médio Oriente e a solução de dois estados.

ONU e Liga Árabe pedem que Israel abandone planos de anexar Cisjordânia
Notícias ao Minuto

15:14 - 24/06/20 por Lusa

Mundo ONU

"Estamos num momento crucial", alertou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, focada na anexação israelita que pode começar em 01 de julho, conforme anunciado pelo Governo de Israel.

Guterres, que geralmente não participa neste tipo de sessões, dirigiu-se ao Conselho para alertar que os planos de Israel seriam um passo unilateral que prejudicaria qualquer perspetiva de retorno às negociações de paz no Médio Oriente.

A Liga Árabe instou também hoje Israel a abandonar os planos para uma anexação da Cisjordânia, pois poderia "acabar com os esforços internacionais para criar um Estado palestiniano viável".

Este apelo foi feito durante uma videoconferência do Conselho de Segurança da ONU, na qual participaram vários ministros e que constitui a última reunião internacional antes da possível implementação em julho desses planos de anexação por parte de Israel.

António Guterres exortou Israel, num relatório ao Conselho de Segurança divulgado na terça-feira, "a renunciar os planos de anexação" na Cisjordânia, o que constituiria "uma violação muito grave do direito internacional".

"[A anexação] ameaçaria os esforços a favor da paz na região", insistiu Guterres no relatório, lembrando a oposição, inclusive dentro da sociedade israelita, ao projeto.

"A anexação unilateral de Israel de qualquer parte da Cisjordânia ocupada fecharia efetivamente a porta a um reatamento das negociações e destruiria as perspetivas de um Estado palestiniano viável e a solução de dois Estados. Seria catastrófico para os palestinianos, os israelitas e a região", escreveu Guterres.

O governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, deve anunciar, a partir de 01 de julho, a estratégia para implementar o plano norte-americano que prevê a anexação por parte de Israel de colónias judaicas e do Vale do Jordão, uma vasta planície agrícola na Cisjordânia, e a criação de um Estado palestiniano num território reduzido.

Esse plano foi rejeitado pelos palestinianos.

"Qualquer decisão sobre soberania cabe, exclusivamente, ao governo de Israel", afirmou o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, em comunicado divulgado na terça-feira.

Segundo os diplomatas, uma grande maioria dos Estados-membros deve opor-se novamente ao projeto israelita na reunião de hoje.

"Precisamos de enviar uma mensagem clara e não podemos simplesmente condenar" a política israelita, disse um embaixador sob condição de anonimato, evocando uma ação junto do Tribunal Internacional de Justiça.

Quando os Estados Unidos (EUA) reconheceram Jerusalém como a capital de Israel, uma resolução condenando essa decisão foi aprovada no Conselho de Segurança por 14 dos 15 membros, no final de 2017, mas os EUA utilizaram o seu veto.

Uma resolução semelhante então apresentada à Assembleia Geral da ONU, onde o veto não existe, obteve 128 votos a favor e 35 abstenções.

Questionados sobre a possibilidade de sanções contra Israel, como as que foram impostas por certos países ou grupos de países contra a Rússia após a anexação da Crimeia, os diplomatas pareceram descartá-la.

"Qualquer anexação teria consequências enormes para a solução de dois Estados no processo de paz [Mas] é difícil comparar com a Crimeia, onde houve uma invasão por um vizinho, enquanto no Médio Oriente é uma situação política complicada" há décadas, afirmou na terça-feira um embaixador sob condição de anonimato.

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