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Ex-polícia que matou Brooks tinha várias queixas. Como o que matou Floyd

Ambos foram alvo de várias queixas, mas nenhum sofreu qualquer consequência séria, apenas reprimendas por escrito.

Ex-polícia que matou Brooks tinha várias queixas. Como o que matou Floyd
Notícias ao Minuto

21:50 - 16/06/20 por Notícias Ao Minuto com Lusa

Mundo Rayshard Brooks

Garrett Rolfe, o ex-agente do departamento de polícia de Atlanta que matou Rayshard Brooks com dois tiros nas costas, na passada sexta-feira à noite, tinha várias queixas registadas contra si, de acordo com os seus registos policiais, que foram agora divulgados.

Rolfe, que trabalhava no departamento de polícia de Atlanta desde 2013 e que foi despedido no fim de semana, tinha queixas que datam de 2015. Nenhuma delas teve consequências sérias para o agente, segundo relata a CNN.

Uma das queixas, de 2016, sobre abuso de força, resultou apenas numa reprimenda por escrito no ano seguinte, em 2017.

É permitido, aqui, tecer um paralelo com o agente que foi responsável pela morte de George Floyd, em Minneapolis. Derek Chauvin, agora encarcerado, tinha registadas 18 queixas contra si, das quais resultaram apenas duas notas de reprimenda no Departamento de Polícia de Minneapolis.

Garrett Rolfe foi despedido e o colega com quem se encontrava, Devin Bronsan, que foi contratado em 2018, foi colocado sob licença administrativa - uma suspensão parcial de funções. A CNN refere que amanhã, quarta-feira, as autoridades deverão revelar se vão deduzir acusações contra os agentes.

Recorde-se que Rayshard Brooks, de 27 anos, morreu na sequência dos disparos da polícia junto de um restaurante 'drive-thru' (onde se compra comida sem se sair do automóvel). A polícia tinha sido chamada ao local devido a uma queixa de que um homem estava a dormir dentro de um carro e a bloquear a passagem de outras viaturas.

Um vídeo da câmara ligada a um dos uniformes dos agentes, divulgado pela polícia no domingo, mostra que os agentes falaram durante mais de 20 minutos com Brooks, antes do início do confronto. Os agentes fizeram-lhe um teste de alcoolemia e tentaram algemá-lo, mas Brooks libertou-se e os três acabaram no chão, com a polícia a avisá-lo de que lhe dariam um choque elétrico com 'taser' se resistisse.

Outro vídeo divulgado pelo Departamento de Investigação da Geórgia (GBI, na sigla em inglês) mostra Brooks, depois de tirar o 'taser' à polícia e fugir, a voltar-se para trás e a apontar a um agente que o perseguia. O agente, que levava outro 'taser' numa mão, pegou na arma e disparou três vezes contra Brooks.

À cadeia de televisão CNN, o procurador afirmou que a primeira coisa que Rolfe disse depois do tiroteio é relevante para a investigação: "Ele não disse que salvou a própria vida. Ele disse: 'Apanhei-o'".

Jason Miller, advogado da família de Brooks, aconselhou cuidado na análise do caso, uma vez que "é um pouco diferente do assassínio de George Floyd", e lembrou que há "implicações legais diferentes" por Brooks ter tirado o 'taser' à polícia. O advogado alegou ainda que, segundo "várias testemunhas", os polícias calçaram luvas e começaram a recolher as balas do chão antes de prestarem os primeiros socorros à vítima.

Brooks tinha três filhas, de 1, 2 e 8 anos, e um enteado, de 13, de acordo com o advogado.

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