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Governo de transição da Bolívia aceita nova data limite para legislativas

O Governo de transição da Bolívia comunicou hoje que aceita promulgar a lei que fixa 06 de setembro como data limite para as eleições, embora tenha alertado que o pico da covid-19 no país deverá acontecer umas semanas antes.

Governo de transição da Bolívia aceita nova data limite para legislativas
Notícias ao Minuto

21:23 - 10/06/20 por Lusa

Mundo Bolívia

"A presidente [Jeanine Áñez] promulgará essa lei por respeito às instituições da Democracia, ou seja, promulgará porque a Assembleia e o Tribunal Supremo Eleitoral o solicitaram", afirmou o ministro interino da Presidência, Yerko Núñez, citado pela agência de notícias EFE.

O Parlamento, onde o Movimento para o Socialismo (MAS) de Evo Moralres tem maioria, aprovou na terça-feira uma lei que altera o prazo para que se realizem eleições legislativas, de 02 de agosto para 06 de setembro.

As eleições na Bolívia estavam inicialmente previstas para 03 de maio, mas ficaram em suspenso devido à pandemia da covid-19, tendo a maioria parlamentar do MAS aprovado uma lei que fixava 02 de agosto como data limite para que se realizassem.

As estimativas provisórias do Governo interino alertam que "o ponto mais alto de contágio ocorrerá entre meados e finais de agosto", referiu Yerko Núñez, e, por isso, o ex-presidente Evo Morales deverá ser "responsabilizado publicamente pelas consequências e danos à saúde" por promover as eleições.

As estimativas do Ministério da Saúde boliviano indicam que os casos de covid-19 podem atingir os cem mil até finais de julho. A Bolívia registou até hoje 487 mortes e 14.644 casos diagnosticados do novo coronavírus.

A Bolívia é dirigida há vários meses por Jeanine Añez, uma senadora de direita que ocupou a Presidência interina após a demissão em novembro de 2019 do Presidente socialista Evo Morales, desde então exilado na Argentina.

No poder desde 2006, o antigo Presidente socialista proclamou-se vencedor do escrutínio presidencial de 20 de outubro para um quarto mandato, mas a oposição denunciou uma fraude eleitoral.

Após semanas de manifestações, e abandonado pela polícia e pelos militares, demitiu-se em 10 de novembro e deixou a Bolívia após denunciar um golpe de Estado e considerar que a sua vida corria perigo.

O país, com 11,5 milhões de habitantes, registou oficialmente até ao momento mais de 10.000 casos de contaminação pela covid-19 e mais de 300 mortes, números que estão em crescendo.

A atividade económica foi retomada progressivamente desde segunda-feira nas principais cidades bolivianas.

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