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Procurador-geral dos EUA admite separação entre polícia e afro-americanos

O procurador-geral norte-americano reconheceu na quinta-feira a existência de uma separação entre afro-americanos e polícia e prometeu uma investigação sem limites do Departamento da Justiça para procurar saber se houve um crime federal no assassínio de George Floyd.

Procurador-geral dos EUA admite separação entre polícia e afro-americanos
Notícias ao Minuto

08:15 - 05/06/20 por Lusa

Mundo EUA

Em conferência de imprensa, William Barr afirmou que, "apesar de a vasta maioria dos agentes da polícia fazerem o seu trabalho de forma brava e correta, é inegável que muitos afro-americanos não têm confiança no sistema de justiça criminal" norte-americano.

"Isto precisa de mudar. A nossa Constituição determina a igualdade das leis e nada menos é aceitável", insistiu.

Os comentários de Barr aparecem em contraste com anteriores declarações suas, em que condenou os protestos contra a polícia e o que descreveu como "um padrão perturbante de cinismo e desrespeito evidenciado para com a aplicação da lei".

Mas, na quinta-feira, insistiu que a sua opinião tem sido consistente e que a maioria dos agentes da polícia "procura conscientemente usar a força de forma razoável e apropriada".

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, e as autoridades impuseram recolher obrigatório em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, já ameaçou mobilizar os militares para pôr fim aos distúrbios nas ruas.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

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