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Manifestantes em Nova Iorque devem fazer teste para detetar vírus

Os milhares de cidadãos que estão a manifestar-se em Nova Iorque contra a morte do afro-americano George Floyd têm o "dever cívico" de fazer o teste à presença do novo coronavírus, disse hoje o governador democrata Andrew Cuomo.

Manifestantes em Nova Iorque devem fazer teste para detetar vírus
Notícias ao Minuto

19:14 - 04/06/20 por Lusa

Mundo Coronavírus

"Se estiveram a participar em protestos, façam um teste, por favor. Os manifestantes também têm um dever cívico aqui. Sejam responsáveis, façam um teste", afirmou o governador de Nova Iorque, nos EUA, citado pela agência Associated Press (AP).

Cuomo expressou preocupação pelas manifestações contra a morte de George Floyd, que concentram milhares de pessoas e poderão contribuir para a disseminação da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Um aumento expressivo no número de pessoas contagiadas vai atrasar a retoma da economia, advertiu o governante.

"Nova Iorque teve o maior número de manifestantes. Temos de ser inteligentes", instou Cuomo.

Os protestos com milhares de cidadãos em Nova Iorque quebraram com as regras que impediam concentrações com mais de 10 pessoas em simultâneo.

Contudo, o número de novas de infeções e de óbitos diários associados à pandemia está a diminuir no estado nova-iorquino. Na quarta-feira registaram-se mais 52 mortes neste estado, em comparação com os cerca de 800 óbitos diários durante o pico da pandemia neste território norte-americano.

A primeira fase de retoma económica começou na segunda-feira, com a reabertura dos estabelecimentos de comércio local e dos setores da construção e manufatura.

A nível global, de acordo com o último balanço da France-Presse, a pandemia já provocou mais de 385 mil mortos e infetou mais de 6,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes recuperaram.

Os Estados Unidos continuam a ser o país com mais óbitos (107.175) e pessoas contagiadas (1,8 milhões).

As manifestações dos últimos dias são contra a morte de George Floyd, de 46 anos, que morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos durante uma operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos nove mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, e as autoridades impuseram recolher obrigatório em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou mobilizar os militares para pôr fim aos distúrbios nas ruas.

Os quatro polícias envolvidos foram despedidos e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi acusado de homicídio em segundo grau, arriscando uma pena máxima de 40 anos de prisão.

Os restantes vão responder por auxílio e cumplicidade de homicídio em segundo grau e por homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

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