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Líder indígena morre durante operação do exército colombiano

Indígenas colombianos da zona Norte de Santander, fronteira com a Venezuela, denunciaram a morte de um membro da sua comunidade durante uma operação militar contra o grupo guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Líder indígena morre durante operação do exército colombiano

"Em operações nacionais do Exército Nacional na aldeia do Rio Colorado, no município de Chitagá, perto da Reserva Indígena Unida, foi vilmente assassinado o líder indígena Joel Villamizar, diretor da Associação U'wa e coordenador da educação para a nossa nação indígena", refere um comunicado da Associação de Autoridades Tradicionais e Conselhos U'wa (ASOU'WA).

"Estamos no meio das balas. A comunidade indígena e os camponeses estão no meio do fogo cruzado", disse o membro do grupo indígena U'wa Jorge Jerez, à agência Efe.

O exército colombiano confirmou hoje, em comunicado, o desenvolvimento de operações naquela zona e deu conta da morte de uma pessoa ferida que "foi tratada por enfermeiros de combate, mas que, apesar de ter recebido os primeiros socorros, morreu".

"A autoridade competente fará a sua identificação, bem como a hora, o modo e o local em que os acontecimentos ocorreram", acrescenta a nota.

A crise humanitária no Norte de Santander, e especialmente na região de Catatumbo, agravou-se durante a quarentena devido ao novo coronavírus, aproveitada por grupos armados ilegais que lutam pelo controlo das economias ligadas ao tráfico de droga para consolidar o seu poder.

Jerez explicou à Efe que havia 12 pessoas no local onde o líder indígena se encontrava - incluindo vários menores - quando começou a operação do exército, na qual Joel Villamizar morreu "quando saiu para ver o que estava a acontecer".

"O camarada saiu para ver o que estava a acontecer e, nesse momento, abateram-no. Ele não estava armado e não tinha nenhuma arma, ele estava em calções", pormenoriza Jerez.

As autoridades indígenas receiam que o assassinato tenha sido um "falso positivo", o nome dado na Colômbia às execuções extrajudiciais de civis pelo exército, que os fazia passar por guerrilheiros para receberem uma indemnização.

"Não permitiremos esta infeliz situação, considerada como um falso positivo pelo Estado colombiano, uma vez que o irmão U'wa assassinado nunca esteve ligado ao grupo insurreto ELN", acrescentou a ASOU'WA, na carta divulgada.

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