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Venezuela. Oposição denuncia voos do Irão para extrair ouro do país

A oposição venezuelana acusou hoje o Irão de violar pelo menos uma resolução da ONU ao permitir voos da companhia aérea iraniana Mahan Air para a Venezuela apesar de sancionada, desde 2011, pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Venezuela. Oposição denuncia voos do Irão para extrair ouro do país

Por outro lado, pediu à comunidade internacional que declare o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) como organização terrorista pela alegada entrega de armamentos a grupos de civis, afetos ao regime venezuelano.

Esta posição foi apresentada num acordo parlamentar divulgado em Caracas pela Comissão de Política Exterior, Soberania e Integração (CPESI) da Assembleia Nacional, pelo deputado William Dávila.

"Queremos denunciar que a aliança entre Nicolás Maduro e o Irão, não é uma relação económica, mas uma aliança de dois regimes que são patrocinadores do terrorismo e em consequência advertimos que a Venezuela está a converter-se num centro de operações do Irão na América Latina", explicou aos jornalistas.

Segundo Dávila, ambos os regimes beneficiam do "contrabando" de ouro venezuelano que teria sido extraído em voos que a companhia aérea iraniana Mahan realizou a 22, 23 e 25 de abril último para o Aeroporto Internacional Josefa Camejo, no Estado venezuelano de Falcón (centro-norte do país).

"Em 2019, (Nicolás) Maduro retirou barras de ouro do Banco Central da Venezuela que enviou para o Uganda para serem fundidas e introduzidas em redes de contrabando no Dubai. Depois, os dividendos foram enviados ao Irão. Esse ouro é extraído ilegalmente e com o sangue de mineiros venezuelanos massacrados por dissidentes do Exército de Libertação Nacional (da Colômbia) e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia", disse.

Segundo a imprensa venezuelana, a Mahan Air terá extraído umas nove toneladas de ouro da Venezuela, equivalentes a 500 milhões de dólares norte-americanos (450 milhões de euros).

No acordo, a CPESI apela ao líder da oposição Juan Guaidó para que "alerte sobre esta situação" a Secretaria-geral e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, assim como a Organização de Estados Americanos.

No acordo, a oposição pede ainda aos governos do mundo que declarem o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) como organização terrorista.

Segundo a oposição, em 2007 o PSUV "entregou 15 mil fuzis Kaláshnikov a membros da Frente Francisco de Miranda (organização pró-regime) e, posteriormente, a 11 de novembro de 2019, foi anunciada a entrega de 321.433 espingardas aos Círculos Bolivarianos  (organização de defesa da revolução), o que representa uma ameaça perigosa para a região (América Latina)".

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