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Palestinianos do Vale do Jordão não serão considerados israelitas

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse hoje que os palestinianos residentes no Vale do Jordão vão permanecer no que descreveu como um "enclave" após a anexação por Israel desde território, e sem lhes ser concedida cidadania israelita.

Palestinianos do Vale do Jordão não serão considerados israelitas

Netanyahu acelerou os planos sobre a anexação do Vale do Jordão e dos colonatos judaicos na Cisjordânia ocupada, em consonância com o plano para o Médio Oriente do Presidente dos EUA, Donald Trump, um processo que poderá ser iniciado em 01 de julho.

A anexação do Vale do Jordão e os colonatos judaicos entretanto instalados na região vão tornar virtualmente impossível a criação de um Estado palestiniano viável junto a Israel, ainda considerada a única forma para solucionar um conflito de décadas.

Em entrevista ao jornal israelita Hayom, Netanyahu esclareceu que os palestinianos no Vale do Jordão, incluindo os residentes na cidade de Jericó, vão permanecer sob um autogoverno palestiniano limitado, com Israel a assumir o controlo total da segurança.

"Vão permanecer num enclave palestiniano", disse.

"Não vamos anexar Jericó. Existem um ou dois grupos. Não é necessário que a soberania lhe seja aplicada. Vão permanecer sujeitos palestinianos, se quiserem. Mas o controlo da segurança também se aplica a esses lugares", salientou.

Os palestinianos da Cisjordânia vivem sob domínio militar israelita desde a guerra de 1967, quando Israel ocupou o território, e ainda Jerusalém e a Faixa de Gaza.

Os palestinianos pretendem que esses três territórios constituam a base para a formação do seu futuro Estado.

O plano de Trump concede aos palestinianos limitada autonomia em enclaves isolados rodeados por Israel, e caso cumpram uma longa lista de condições.

Israel manifestou apoio imediato ao plano Trump, enquanto a Autoridade Nacional Palestiniana, que administra partes da Cisjordânia, rejeitou firmemente o projeto e rompeu os contactos com Israel e os Estados Unidos.

Na entrevista, Netanyahu adiantou que caso os palestinianos aceitem todas as condições do plano, incluindo a prevalência do controlo total pelos israelitas da segurança na região, "então terão uma entidade própria que o Presidente Trump define como um Estado".

De acordo com um acordo de coligação assinado em abril, Netanyahu poderá apresentar os seus planos de anexação ao Governo a partir de 01 de julho.

A Autoridade Nacional Palestiniana declarou que já não se reconhece em qualquer dos acordos assinados com Israel e os Estados Unidos, e terminou a coordenação na área da segurança com o Estado judaico.

A vizinha Jordânia, um aliado próximo do ocidente e, juntamente com o Egito, o único dos Estados árabes que firmou um acordo de paz com Israel, avisou sobre um "conflito massivo" caso o Governo liderado por Netanyahu concretize a anexação.

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