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Irão avisa EUA que reforçou dispositivo naval no Golfo Pérsico

A Guarda Revolucionária iraniana emitiu hoje um alerta às forças da Marinha dos Estados Unidos situadas no Golfo Pérsico, referindo que acabou de equipar 110 novos navios de guerra.

Irão avisa EUA que reforçou dispositivo naval no Golfo Pérsico
Notícias ao Minuto

16:23 - 28/05/20 por Lusa

Mundo Golfo Pérsico

Segundo a televisão estatal, a frota inclui vedetas da classe Zolfaghar e submarinos da classe Taregh.

"Anunciamos hoje que onde quer que os americanos estejam, estaremos mesmo ao seu lado e que sentirão ainda mais a nossa presença", disse o comandante naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, numa cerimónia realizada no sul do Irão.

Com a inimizade a crescer nos últimos anos, o Irão e os Estados Unidos estiveram duas vezes à beira de um confronto direto no ano passado: em junho de 2019, depois que um 'drone' [aparelho aéreo não-tripulado] norte-americano ter sido abatido pelo Irão no Golfo Pérsico; e em janeiro de 2020, após a morte, ordenada pelo Presidente Donald Trump, do poderoso general iraniano Qassem Soleimani, que dirigia as operações externas daquele corpo de elite das forças armadas iranianas.

A última escalada do conflito remonta a meados de abril, quando os Estados Unidos acusaram embarcações da Guarda Revolucionária de efetuarem manobras provocadoras perto dos seus navios no Golfo Pérsico.

"Avançar mesmo mantendo-nos na defensiva é a natureza do nosso trabalho", afirmou por seu lado o major-general iraniano Hossein Salami.

"Mas isso não significa permanecer passivo diante do inimigo", acrescentou, sublinhando que o Irão "não se curvará perante nenhum inimigo".

De acordo com Salami, a Marinha da Guarda Revolucionária recebeu instruções para aumentar as capacidades navais do Irão até que o país possa defender adequadamente "a sua independência e integridade territorial, proteger os seus interesses no mar e perseguir e destruir o inimigo".

As tensões entre Washington e Teerão têm aumentado desde a retirada unilateral dos Estados Unidos, em maio de 2018, do acordo internacional sobre o nuclear iraniano, concluído em 2015, e a reposição de sanções norte-americanas contra Teerão.

O acordo de 2015, assinado pelo Irão com os Estados Unidos, a China, a Rússia, a França, a Alemanha e o Reino Unido, prevê limitações técnicas significativas no programa nuclear do Irão -- como a quantidade de centrifugadoras para produção de urânio a utilizar por Teerão - para impedir que o país detenha bombas atómicas, em troca do levantamento de sanções internacionais.

Devido à retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo em 2018 e à reposição de sanções, o Irão começou, em maio, a violar alguns dos compromissos nucleares assumidos para pressionar os países europeus a garantir as suas vantagens económicas com o acordo.

Em maio de 2019, Teerão começou a retirar-se gradualmente dos compromissos assumidos para limitar seu programa nuclear, acusando as demais partes do acordo (França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China) de inação, não ajudando a República Islâmica a contornar as sanções norte-americanas.

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